
Procon do Rio de Janeiro publicou portaria nesta semana que alerta para a proibição de cercadinhos no carnaval de rua da capital fluminense. O veto aos espaços VIP com cordões, seguranças, ou outros meios, podem ser punidos com multa entre R$ 200 e R$ 9 milhões. A norma é de 2013, e permite espaço reservado apenas para crianças, idosos, pessoas com deficiência e grávidas, além de integrantes da banda e organizadores de blocos. Os organizadores que descumprirem a regra poderão também responder por desobediência e perder a autorização para participar da festa. A medida é vista de forma positiva. “Se cobramos das autoridades uma atitude para que os blocos de rua sejam vistos como manifestação cultural, o mínimo que podemos fazer é agir como tal. Os blocos não podem ser tratados como eventos. O cercadinho deve ser considerado apenas em situações específicas, como a própria legislação diz”, afirmou Vagner Fernandes, presidente do Zonas Oeste e Norte de Núcleo de Blocos (Z.O.N.N.A.B). O representante da Liga do Zé Pereira, Rodrigo Rezende, também aprovou a proibição. “Sou completamente contra essa comercialização, como venda de abadás, pulseirinhas ou oferecer área VIP. O Zé Pereira era um sapateiro que popularizou o carnaval tocando tambor e chamando os amigos, e é nisso que a nossa liga acredita”, comentou