
A nova fase da investigação sobre fraudes de mais de R$ 48 milhões destinados a hospitais públicos do Rio vai atingir em cheio vereadores. A promessa é de que caiam peixes graúdos na rede da polícia e do Ministério Público. No início do mês, oito pessoas foram presas, entre eles os irmãos Walter e Wagner Pelegrini, sócios da Organização Social Biotech, por determinação da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, na operação batizada de ‘Ilha Fiscal’.
Eles ganharam o direito a liberdade concedida pelo desembargador Siro Darlan, no Plantão Judiciário, na última quinta-feira. Na decisão, o magistrado impôs apenas que os dois compareçam em juízo a cada 15 dias e proibiu o contato dos denunciados pelo Ministério Público à Justiça com as testemunhas.
Os promotores afirmam que o esquema só funcionou porque a prefeitura falhou na fiscalização. Os irmãos Pelegrini, receberam R$ 515 milhões da prefeitura desde 2012. Tinham carros de luxo, joias e escondiam quase R$ 1,5 milhão numa mala.
Desde 2011, a prefeitura pagou quase R$ 7 milhões à Fundação Getulio Vargas para monitorar e controlar as organizações sociais. Um site foi criado para dar transparências às informações, mas ao clicar nenhuma informação aparece.
O prefeito Eduardo Paes vetou projeto de lei de autoria do vereador Paulo Pinheiro (PSOL), que exigia das organizações sociais prestação de contas detalhada a cada dois meses. O veto ainda vai ser analisado pela Câmara dos Vereadores.