Noticias

Homem colidi em carro atira e mata menino de 3 anos em Coelho da Rocha

25zwv031m3gqp543tgncclnvp

Enzo Assis Sales, de 3 anos morreu após ser baleado na testa quando seu pai perseguia um carro que havia batido no Corsa da família, em São João de Meriti. A vítima chegou a ser socorrida no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, mas na terça-feira teve morte cerebral. A 64ª DP (Vilar dos Teles) está investigando o caso.

Segundo o pai de Enzo, o autônomo Luciano Assis, de 30 anos, o veículo dele, no qual a criança foi atingida, até esta quinta-feira não havia sido sequer periciado. O crime aconteceu no domingo, quando a família saía para comer uma pizza. Luciano contou que dirigia o carro, com a esposa ao lado e o filho no banco de trás, na Avenida Presidente Lincoln, em Vilar dos Telles, quando um Gol vermelho, com dois homens dentro, bateu no carro dele e não parou.

“Foi uma colisão lateral e quebrou o meu farol. O carro deles passou voado. Fui atrás para não ficar no prejuízo, mas nem cheguei a sair do carro. Fui atrás dele por quase dois quilômetros e, perto da Praça da Bandeira (em Coelho da Rocha), encostei na traseira do Gol e eles atiraram. Foi um único tiro que acabou com a vida do meu bebê. Nem discuti com o homem”, afirmou o pai de Enzo.

O Gol foi roubado no próprio domingo, de uma mulher que estava saindo da igreja. Horas após a colisão, o carro foi localizado em uma rua de Vilar dos Telles.

O corpo de Enzo foi sepultado na quarta-feira. “Ele era meu filho único. Garoto sensacional. Todo mundo gostava dele. Ele e a mãe faziam aniversário no mesmo dia, 6 de agosto. Minha família está acabada”, disse Luciano.

Luciano Assis disse que vai vender o carro assim que a Polícia Civil realizar a perícia no veículo. “O banco está sujo de sangue. Quero lavá-lo e trocar o vidro, que ainda tem a marca daquele tiro horrível que acabou com minha família”, desabafou o autônomo, que deu uma dica aos investigadores da 64ª DP. “Passei no local da perseguição e há várias câmeras”.

A Polícia Civil informou que, tentava contato com o delegado responsável pelo caso para falar sobre a perícia no carro da vítima. Os familiares já foram ouvidos na unidade e os agentes buscam imagens das câmeras da região para tentar identificar dos criminosos.