
A empresa CCR Barcas, que explora o transporte aquaviário na região metropolitana do Rio e em duas cidades do litoral sul do estado informou hoje (13) a intenção de interromper o serviço. O governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Transportes, confirmou que recebeu o pedido da CCR Barcas, mas garantiu que a operação diária, que movimenta 100 mil passageiros, não sofrerá descontinuidade, até que haja decisão sobre o assunto, que poderá ser uma nova licitação.
A CCR Barcas pediu ao governo fluminense o distrato amigável do contrato de concessão para o transporte aquaviário de passageiros. A empresa argumentou que a medida se fundamenta em estudo feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontaria desequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
Em nota enviada à imprensa, a empresa ressaltou que manterá o transporte diário de passageiros até que seja feita nova licitação. A CCR Barcas opera quatro linhas na região metropolitana: Praça 15 (Rio) – Praça Araribóia (Niterói), Praça 15 – Charitas (Niterói), Praça 15 – Ilha do Governador e Praça 15 – Ilha de Paquetá. A empresa também é responsável pelas linhas Mangaratiba – Ilha Grande e Angra dos Reis – Ilha Grande.
A Secretaria de Transportes reiterou que o contrato de concessão das barcas tem validade até 2023. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que é preciso ver os motivos que estão levando as empresas concessionárias a desistirem de explorar as barcas, pois a CCR Barcas é a terceira a desistir de operar o transporte, desde a privatização do serviço.
“É um jogo de mercado. As empresas às vezes acham que vão faturar muito e não faturam. O estado também tem que ter suas garantias. Tem um contrato [estipulando] que a empresa não pode sair unilateralmente. Vamos ver onde estão as falhas e os desequilíbrios desse contrato, porque não é trivial já ser o terceiro grande grupo que abandona essa concessão. Temos que ver desde 1997, quando este serviço foi concedido, onde estão essas falhas”, disse.
Publicado em 13 de outubro de 2015 às 23:09