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Descoberto genes que protegem crianças africanas da malária

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Cientistas identificaram certas variações genéticas especificas que protegem algumas crianças africanas do desenvolvimento de casos sérios de malária e disseram que a descoberta vai impulsionar o combate à doença, responsável pela morte de 500 mil crianças por ano. No maior estudo do tipo já feito, os pesquisadores afirmaram que a identificação de variações de DNA em uma localização específica, ou locus, do genoma ajuda a explicar por que algumas crianças desenvolvem os tipos mais graves de malária e outras não, em comunidades nas quais as pessoas são constantemente expostas ao mosquito portador da doença. Em alguns casos, disseram os cientistas, a presença de uma variação genética específica reduz quase pela metade o risco de uma criança morrer por causa da doença. “Podemos agora dizer, inequivocamente, que as variações genéticas nessa região do genoma humano proporciona uma forte proteção contra a malária grave em situações do mundo real, fazendo a diferença se uma criança vive ou morre”, disse Dominic Kwiatkowski, professora no Centro para Genética Humana e Instituto Sanger da Fundação Wellcome e uma das pesquisadoras que lideram o projeto. O trabalho foi conduzido pela MalariaGEN, uma rede internacional de cientistas na África, Ásia e outras regiões com incidência endêmica de malária, em grande parte financiada pela Fundação Wellcome.