
A investigação sobre a morte do comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasilia, no Conjunto de Favelas do Alemão, em setembro de 2014, confirmou a suspeita de que o capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, foi morto por “fogo amigo”, de acordo com a Divisão de Homicídios. O comandante da UPP Nova Brasília foi o primeiro a morrer em serviço no Rio desde a implantação do projeto, em 2008.
O delegado responsável pelo caso, Geniton Lages, afirma, no entanto, que não é possível indiciar penalmente o soldado Diogo de Araújo Zilves, apontado pela perícia e pelas investigações como o autor do disparo que matou Uanderson.
“Ele estava escorado em legítima defesa, e cumpriu o dever legal de ir até lá e reagir à injusta agressão. Mas houve um claro erro de execução”, afirmou o delegado.
O soldado Zilves teve a primeira lotação em UPP em 2013, na área do 22º BPM. Na última lotação, de maio de 2015, ele constava no efetivo da UPP Mandela.
O caso é o primeiro entre os homicídios ocorridos no Alemão desde o ano passado a ser concluído pela polícia. Os casos de Eduardo e Elizabeth, mortos em abril de 2015, devem ser concluídos nas próximas semanas.
“Pela perícia, pudemos concluir que as armas dos policiais, fuzis 762 e 560, foram acionadas depois de receberem tiros de rajadas de pistolas. Ao fazermos a perícia e a reconstituição, vimos que a bala que atingiu Uanderson entrou pelo lado direito do corpo, pelas costas, e saiu no externo”, disse o delegado. Munições do mesmo calibre também foram encontradas próximas ao local onde Uanderson foi atingido.