
O presidente de Volkswagen, Martin Winterkorn, pediu desculpas neste domingo (20) depois que as autoridades americanas acusaram o fabricante alemão de criar um dispositivo para burlar os controles de poluição.
“Pessoalmente e profundamente lamento muito que tenhamos quebrado a confiança de nossos clientes e do público”, declarou o presidente da fabricante alemã.
“A Volkswagen não tolera nenhuma violação, nem de leis, nem de normas”, insistiu Winterkorn, que prometeu que a equipe fará “tudo o que for possível para recuperar a confiança das pessoas”.
O presidente da marca disse que essas acusações são da maior importância para ele e para sua diretoria.
O governo dos Estados Unidos acusou a Volkswagen de instalar um dispositivo em certos carros vendidos nos Estados Unidos para adulterar o total de emissões de gases poluentes a fim de atender à regulamentação do país. Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), 482 mil veículos com motores a diesel violaram os padrões federais, entre eles Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 –da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Os veículos foram fabricados entre 2009 e 2015.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) diz que o software instalado pela montadora detecta quando o carro está sendo inspecionado para verificar o nível de emissão de poluentes e só então passa a controlar os gases que o veículo solta na atmosfera.
Esse controle fica desligado em situações normais de rodagem, fazendo com que os carros poluam muito mais do que dizem os dados divulgados pela Volkswagen.
“Usar um dispositivo para burlar os padrões é ilegal e uma ameaça à saúde pública”, afirma Cynthia Giles, da E.P.A. A montadora poderá ser multada ou punida de outras formas.
Estas acusações podem implicar uma multa de até US$ 18 bilhões para a empresa.
Os carros são seguros para dirigir, afirma a agência, e não há necessidade de nenhuma atitude imediata dos donos. Mas a Volkswagen será obrigada a consertar os veículos gratuitamente, convocando um recall.