Noticias

Polícia Federal faz operação para combater roubo de cargas no Rio

591j1sz98bh9m57efrp5jt2k8

O grupo articulava os crimes na agência de veículos Esquina do Automóvel, em Mesquita, de propriedade de Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de Queiroz

A Polícia Federal (PF), o Ministério Público Estadual e a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro fazem hoje (21) uma operação contra o roubo de cargas no estado. Segundo a PF, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, no município do Rio e em quatro cidades da Baixada Fluminense.

Para os policiais, o grupo movimentava R$ 500 mil por mês. A Polícia Federal disse que os acusados localizavam veículos de transporte de carga e os interceptavam com o uso de armas. Durante os assaltos, eram mantidos reféns.

Em seguida, eles guardavam os produtos em imóveis alugados especialmente para esse fim. Alguns empresários do ramo de comércio de automóveis são acusados de ajudar os assaltantes, com o empréstimo dos carros usados nesses roubos.

Além disso, há empresários acusados de receptação, por revender as mercadorias roubadas em seus estabelecimentos comerciais. Entre os produtos roubados estavam roupas, bebidas, autopeças e até produtos farmacêuticos.De acordo com as investigações, os chefes do grupo são Silvio Vinícius da Silva Pinto e Eduardo Mendes de Queiroz, donos de uma agência de veículos em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro.

Os responsáveis pelos roubos foram identificados como: Gilvan Ferreira da Silva, Alexandro Pereira, Luana Gomes de Souza, Sandro da Silva Noronha, João Pereira de Araújo Júnior, Bruno Lima de Freitas, Rafael Silva de Oliveira e Edson Medeiros de Azevedo. Eles agiam a mando de Silvio e Eduardo, roubando transportes de cargas em diversos pontos do Estado. Gilvan é apontado como elo entre os assaltantes e os articuladores dos roubos. As mercadorias ficavam escondidas em imóveis alugados pela quadrilha.

Os acusados respondem por associação criminosa, roubo qualificado e receptação de mercadoria roubada.