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Operação Jerichó quer legalizar mercado da Uruguaiana

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A prefeitura do Rio de Janeiro espera legalizar toda a área do mercado popular da Uruguaiana, no centro do Rio, conhecido como camelódromo. Para isso, deu início na terça-feira (7) à Operação Jerichó de combate à pirataria, que foi feita em duas etapas e deve terminar amanhã (10).

Inicialmente, policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, em conjunto com fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), interditaram para fiscalização os 1,6 mil boxes do centro comercial e apreendeu cerca de 3 toneladas de mercadorias, a maioria delas falsificadas e roubadas.

A segunda fase da operação tem o objetivo de regularizar a destinação dos boxes do camelódromo. “A partir de amanhã, a prefeitura orientará os trabalhadores de cada box para que apresentem os documentos necessários para a regularização do estabelecimento”, disse o secretário Leandro Matiele.

A coordenadora da Central de Mandados Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Moana Marques Linhares, conta que a polícia se infiltrou no local, meses antes da operação, para identificar os comerciantes que vendiam produtos falsificados. A busca, então, foi reduzida para cerca de 300 boxes.

A presidente da Comissão de Quadras do mercado popular, Iara Silva da Cunha, que trabalha há 22 anos no local, defendeu a ação da Polícia Civil, desde que apenas as mercadorias piratas sejam apreendidas. “Eles estão fazendo o serviço deles, eu não sou contra. Mas nem todos aqui trabalham com pirataria”, disse Iara.

O fechamento do centro comercial foi alvo de críticas de muitos que trabalham na feira e que ficarão sem vender nada ao longo da operação. William do Nascimento, dono de um box de conserto de celular há 20 anos, reclama por ter ficado sem trabalhar nesses dias. “Eu, que não tenho nada ilegal, fico sem trabalhar. O problema é que tem muita gente querendo trabalhar.”

Inaugurado em 1994, o mercado popular da Uruguaiana recebe mais de 5 mil pessoas por dia e tem 1,6 mil boxes que foram sorteados na época e não podem ser vendidos nem alugados.

No Rio, foram feitas cerca de 35 operações de combate à pirataria nos últimos 12 meses, principalmente na capital e na Baixada Fluminense, segundo informações da Associação Brasileira de Combate à Falsificação. As ações, desenvolvidas em parceria com a Polícia Civil, a Receita Federal e a Polícia Federal, tiveram como alvo principalmente a venda de cigarros ilegais.

Dados da Associação Brasileira de Combate à Falsificação indicam que cerca de US$ 40 bilhões (R$ 130 bilhões) deixam de ser arrecadados em tributos com a comercialização de produtos ilegais. Em todo o país, cerca de 1,2 mil operações foram realizadas em conjunto com a Polícia Civil entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015.

Os produtos campeões de pirataria são cigarros, charutos, artigos de luxo e roupas. Os números da associação revelam ainda que o estado do Rio representa atualmente o quarto mercado consumidor nacional em relação a produtos contrabandeados, ficando atrás de São Paulo, do Paraná e de Minas Gerais.

Camelódromo do Rio é fechado temporariamente em operação contra pirataria

A Polícia Civil do Rio de Janeiro começou hoje (7) uma operação de combate à pirataria no Mercado Popular da Uruguaiana, conhecido como camelódromo, no centro da cidade. A operação se estenderá até sexta-feira (10). O centro comercial ficará fechado durante os quatro dias de ação policial.

Os policiais cumprem mandado de busca e apreensão expedido pela juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da 5ª Vara Empresarial da capital, para apreender produtos falsificados da marca Adidas, autora da ação. Além dos policiais, participam da ação 22 oficiais de Justiça da Central de Mandados Cíveis do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), peritos e guardas municipais.

A presidenta da Associação dos Comerciantes do Mercado Popular da Uruguaiana, Rosalice Rodrigues Oliveira, explicou que a operação já era esperada, visto que a Polícia Civil faz ações contra a pirataria de tempos em tempos no local. Segundo ela, depois de uma grande operação em 2011, houve melhoria na qualidade dos produtos vendidos no mercado.

“Aquela operação foi importantíssima para nós, porque, antes dela, a maioria dos comerciantes trabalhava com mercadoria ilícita. Não que hoje tenha acabado esse problema, mas é uma minoria. Estimo que uns 40% [dos cerca de 1.600 boxes] ainda trabalhem com esse tipo de mercadoria. Por isso, apoiamos esse trabalho que está sendo feito.”

Para o comerciante Diego Fernandes, de 26 anos, dono de um box de manutenção de celulares, o prejuízo se dará apenas pelo tempo que o mercado popular ficará fechado. “Eu não tinha expectativa de perda, pois não trabalho com ilegalidade. O maior problema é o fato de ficarmos fechados até sexta-feira.”

Inaugurado em 1994, o Mercado Popular da Uruguaiana recebe mais de 5 mil pessoas por dia e tem 1,6 mil boxes que foram sorteados à época e não podem ser vendidos ou alugados.

(Fonte Agência Brasil)