
A Delegacia de Ipanema (13ª DP) encaminhou novamente para o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) o inquérito sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, nesta sexta-feira (27). A Promotoria devolveu o caso à polícia, no dia 12 de março, porque o inquérito não explicava o fato de a camisa de DG não apresentar nenhuma perfuração, apesar de o laudo indicar os orifícios de entrada e saída do tiro que matou o dançarino. A Polícia Civil informou que para esclarecer a questão foi reiterado o pedido de exumação do corpo. A solicitação será analisada pelo MPRJ, que confirmou o recebimento do inquérito nesta sexta-feira. A Promotoria tem um prazo de 30 dias para analisar o caso.
Relembre o caso: DG foi assassinado na madrugada de 22 de abril de 2014, durante uma ação policial na favela do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, na zona sul do Rio. O inquérito foi concluído no dia 3 deste mês indiciou o soldado Walter Saldanha Correa pelo homicídio. Outros seis policiais militares foram indiciados por falso testemunho e prevaricação. Dois PMs foram inocentados. A Polícia Civil afirma que DG foi à favela para visitar a filha Laylla, então com 4 anos, e acabou em meio ao tiroteio entre traficantes e policiais, onde foi confundido com criminosos. Para escapar dos tiros, tentou fugir saltando por telhados de imóveis.