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Moradores do Rio utilizam redes sociais para alertar sobre sequestros relâmpago e assaltos em shoppings

Moradores do Rio começaram a utilizar as redes sociais para alertar sobre sequestros relâmpago e assaltos dentro de shoppings da cidade. Os avisos foram feitos após episódios em sequência. Em janeiro, criminosos renderam um motorista no estacionamento do Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio.

Imagens gravadas câmeras do shopping mostram um motorista sendo sequestrado por dois homens. A polícia identificou os dois criminosos e investiga se foram eles que participaram do sequestro e assalto a uma médica no Shopping da Gávea, no fim de fevereiro.

As imagens do estacionamento do BarraShopping mostram o motorista manobrando o carro para entrar numa das vagas. Quando ele abre a porta, um homem de camisa verde apressa o passo, saca uma arma e rende a vítima, um juiz de direito. Ele é obrigado a voltar para o carro.

Segundos depois, um comparsa se aproxima e assume a direção. A ação durou menos de um minuto. Mas o criminoso se atrapalha ao sair da vaga, bate com a roda e o pneu fura.

O carro e o juiz são deixados no supermercado Carrefour a poucos metros do shopping. Os ladrões não desistem e rendem no local uma mulher, que ficou mantida refém durante três horas numa favela. Os criminosos fizeram saques e compras no valor de quase R$ 30 mil com o cartão dela.

Segundo a polícia, um dos homens foi identificado como Valdenir da Silva Rangel, de 38 anos. Ele tem uma extensa ficha criminal: já esteve preso por formação de quadrilha, roubo, sequestro, porte ilegal de arma e responde em liberdade por receptação. O outro homem foi reconhecido pelo apelido de Pitbull.

A polícia já sabe que os criminosos são do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, no Subúrbio, já fizeram outras vítimas em shoppings da Zona Oeste do Rio.

Outro empresário contou que, também em janeiro, foi rendido por dois homens no estacionamento do Barrashopping. Depois de ter o carro e diversos pertences roubados, foi libertado na Favela da Pedreira .

“Do lado do meu carro tinha uma câmera em cima. E ninguém viu nada. Paramos para pagar o estacionamento. E, incrivelmente, não levantou nenhuma suspeita dos seguranças do shopping”, disse ele.

A polícia investiga se os bandidos da Barra da Tijuca são os mesmos que agiram na Gávea. Para o delegado Mário Luiz da Silva, o shopping deve garantir a segurança dos clientes:

“Mais vigilância seria um dos caminhos. Investimento numa qualidade maior desses sistemas de captação de imagem para que possa existir uma resposta mais pronta, mas imediata que possa efetivamente garantir distribuição de policiamento ostensivo no entorno desses locais”.

O Procon autuou o Shopping da Gávea por não prestar serviço de segurança adequado aos seus clientes. Procurado, o shopping não se manifestou.

O Carrefour informou que a vigilância dos estacionamentos é feita por homens treinados por empresas homologadas pela Polícia Federal. Já a administração do Barrashopping afirmou que está colaborando com as autoridades e que assumiu os prejuízos das vítimas. Segundo o shopping, o monitoramento foi reforçado.