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Novo secretário de Fazenda do Estado do Rio descarta aumento de impostos

Após ser anunciado como novo secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno descartou aumento na carga tributária do Rio de Janeiro e classificou a responsabilidade fiscal como questão central na administração do governador Luiz Fernando Pezão. Julio Bueno destacou ainda que as finanças públicas em ordem são pré-condição para qualquer política pública ser eficaz, em qualquer secretaria.

– A carga tributária brasileira é muito elevada. A gente vai tentar aumentar a atividade produtiva e reduzir o custeio. Não se consegue avançar na área pública se a gente não estiver com as finanças em dia. Eu rezo essa cartilha – afirmou Júlio Bueno.

Em 2014, o Governo do Estado perdeu R$ 2,4 bilhões em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e estima uma queda de R$ 2,6 bilhões em royalties do petróleo para o ano de 2015. Desde então, o governador Luiz Fernando Pezão determinou medidas de contenção nas finanças públicas, mas resguardou investimentos em segurança, educação e saúde.

Uma das ações para equilibrar as contas estaduais é recuperar a dívida ativa, que chega a R$ 60 bilhões, podendo suprimir incentivos tributários de empresas que não honram os seus compromissos. Somente a Petrobras deve ao Estado R$ 1,6 bilhão.

O novo secretário de Fazenda disse que, antes de suspender incentivos, vai negociar com a nova direção da estatal.

– Evidentemente que, uma empresa que tenha questões judiciais do tamanho que a Petrobras resolveu ter com o Estado deve ter um regime de efetivos tributários. Não tem sentido ser amigo de um lado e inimigo de outro. Com uma nova direção, a primeira coisa que a gente tem que fazer é sentar para negociar. Não é nosso desejo nem interesse retaliar a Petrobras. Mas é evidente que o Estado precisa ter seus interesses garantidos.

Julio Bueno elegeu o reequilíbrio das contas como o maior desafio na Secretaria de Fazenda. De acordo com ele, é fundamental adequar orçamento e custeio.

– Vamos seguir firme na meta de redução de despesas e recuperação de receitas – garantiu o secretario.