O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja, também conhecido como Roça do Ventura, localizado em Cachoeira, na Bahia, passou a ser considerado hoje (4) Patrimônio Cultural do Brasil. Ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Roça do Ventura é sétimo terreiro no Brasil e o sexto na Bahia a receber o reconhecimento e, a partir de agora, está sob proteção legal.
Segundo o Iphan, o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde é responsável pela preservação de umas das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do candomblé de nação Jeje-Mahi, originária nos cultos às divindades chamadas Vodum.
Além do Roça do Ventura, são tombados o Terreiro da Casa Branca, Terreiro de Candomblé do Bate-Folha Manso Banduquenqué, Terreiro do Alaketo, Ilê Maroiá Láji, Terreiro do Axé Opô Afonjá, Terreiro do Gantois – Ilê Iyá Omim Axé Yiamassé, todos em Salvador, e o Terreiro Casa das Minas Jeje, em São Luís (MA).
Os tombamentos foram decididos na 77ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio do Iphan. Foram tombados ainda a Coleção Geyer, do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), e o acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte.
A Coleção Geyer é uma das maiores coleções de origem particular de desenhos, pinturas, gravuras, litografias, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil. O acervo de quase 3 mil peças, reunidas ao longo de 40 anos na residência dos Geyer, inclui móveis, louças, objetos de decoração e prataria. O conjunto é considerado a maior coleção de brasilianas em mãos particulares.
Já o acervo do Museu de Artes e Ofícios, originado da coleção de Flávio e Ângela Gutierrez, reúne ferramentas que se tornaram símbolos do empenho da classe trabalhadora no processo de crescimento do Brasil. Os bens registram práticas que podem ser consideradas parte de uma importante documentação histórica de grande valor nacional.