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Familiares de mulher baleada em frente ao Cemitério do Caju acusa PMs

Os familiares de Célia Maria Santos Peixoto, 58,que morreu  vítima de bala perdida no Rio atingida no rosto responsabilizam a Polícia Militar pelo tiro que matou a doméstica na tarde de segunda-feira. Célia Maria  se dirigia ao túmulo do neto de 14 anos no Cemitério do Caju com a família cumprindo um gesto que fazia  mensalmente desde a morte de Alexandro Lima em um acidente de moto há 1 ano e 1 mês.

Célia Maria estava com o filho mais velho, Márcio Pinheiro Peixoto, e com a mãe do adolescente, Monique Peixoto Pinheiro, quando uma patrulha da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Caju passou em perseguição a um Honda Fit prata. Os policiais alegam que participavam de uma troca de tiros com criminosos. No entanto, Monique nega o confronto e reitera que o disparo que atingiu sua mãe partiu de uma arma usada por PMs.

“O tiro saiu da arma dos policiais, eu vi. Eu quero justiça, enquanto eu viver, vou lutar por justiça. O cenário era horrível e foi covardia porque eles são imprudentes e estão protegidos por colete (à prova de balas). Eu estou indignada. Quando ouvimos os tiros, nós nos abraçamos e caímos. Eu levantei com a minha mãe já morta no chão e os tiros continuaram. São policiais despreparados”, se revoltou Monique.