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Funcionamento de trens por levitação chama atenção em Copacabana

A Praia de Copacabana foi cenário hoje (27) para uma demonstração de levitação em um projeto que poderá ser utilizado para o transporte urbano. Segundo Roberto Nikolski, pró-reitor de extensão da Universidade da Zona Oeste, em Campo Grande, diretor da Sociedade Brasileira Pró- inovação Tecnológica (Protec) e professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou o projeto a aplicação é mais barata do que os trilhos aplicados em outros sistemas de trens rápidos.

De acordo com Roberto Nikolski, o projeto começou na década de 70 com a ideia de construir um veículo apropriado para ser urbano, que não emitisse gás carbônico, não fizesse ruídos e que pudesse virar uma esquina. “O veículo levita sobre uma pista de imãs, que gera um campo magnético e repele as cerâmicas supercondutoras que estão no veículo. Os pés do veículo no invés de rodas são sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio liquido, extremamente barato. Esse nitrogênio se torna líquido a uma temperatura de menos de 196 graus centígrados. Nessa temperatura esta cerâmica adquire uma propriedade extraordinária. Ela repele um campo magnético que se queira aplicar nela”, explicou o professor.

Os testes técnicos começarão na quarta-feira (1º) com participantes da 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares – Maglev 2014, que começa na segunda-feira no Hotel Windsor Atlântica e vai reunir mais de 100 especialistas nacionais e estrangeiros. Para os testes, segundo o professor, a UFRJ montou uma pista de imãs de 200 metros de extensão para que os especialistas nacionais e estrangeiros possam verificar o funcionamento do trem. “Eles vão no campus na quarta feira em 1º de outubro testar tecnicamente. A partir daí vamos por três meses junto com outros técnicos definir os parâmetros operacionais, como aceleração, frenagem, rigidez eletromagnética do carro. Isso definirá parâmetros e inclusive  custos operacionais. Que são baratos porque o nitrogênio sai do ar”, contou.

O professor garantiu que o sistema é seguro. “Não há risco nenhum, porque os imãs só atraem materiais com ferro. O trem opera em calha fechada e nem veículos e nem pessoas podem cruzar. Ele opera suspenso”, esclareceu.

Quem participou neste sábado da segunda edição do Levita Rio, que é um evento paralelo à Conferência, gostou do que viu. “Pode ser uma alternativa muito boa para a cidade. Estou torcendo para que dê certo”, disse o fotógrafo Rob Curvelo.

O Levita Rio, que termina amanhã, tem entrada franca, e ocorre das 10h às 17h, no canteiro central da Avenida Atlântica, na altura da Praça do Lido.