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PT de São Paulo expulsa deputado acusado de envolvimento com facção criminosa

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O deputado estadual Luiz Moura foi expulso do Partido dos Trabalhadores (PT) depois de votação com decisão unânime no Diretório Estadual de São Paulo. Os 41 membros com direito a voto compareceram à reunião e se manifestaram à favor da expulsão, de acordo com nota divulgada pela legenda. O parlamentar é acusado de envolvimento com a facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e também de causar danos à imagem do partido.

“O PT não tolera e não vai tolerar esse tipo de comportamento de qualquer filiado que seja, com mandato ou sem. É um direito e um dever dos partidos zelar para que a conduta de seus filiados esteja como a sociedade espera e é um dever ainda muito maior quando esse filiado é candidato ou pretende ser candidato”, disse o presidente do PT-SP, Emidio de Souza.

Souza reforçou que o parlamentar teve garantia do direito à ampla defesa. “Esse processo começou no dia 2 de junho, com a suspensão dele. Ele foi ouvido pela Comissão Executiva, pela bancada na Assembleia Legislativa, por comissão destacada pela Comissão Executiva e ontem foi convidado a participar, trazer provas, trazer documentos, testemunhas e ele próprio fazer depoimento. E ele não veio e não ofereceu provas. Ao final do prazo, depois de todo o processo transitado corretamente, de acordo com regimento do PT, a decisão foi pela expulsão dele”.

A decisão por levar a decisão a voto foi tomada ontem (31) durante reunião no Diretório Estadual.

Luis Moura, foi condenado por assalto à mão armada nos anos 1990 e também é alvo de um processo disciplinar interno no PT.  Em junho, Moura chegou a ser suspenso por sessenta dias da legenda e ficou impedido de concorrer à reeleição em outubro. No entanto, , ele conseguiu, por meio de uma liminar, anular a suspensão e invalidar a convenção estadual do PT na Justiça comum. Moura registrou o pedido de candidatura na Justiça Eleitoral, e obteve registro.