
O consultor de marketing Bruno Machado, de 25 anos, entrou na noite desta segunda-feira (11) com um pedido na Justiça brasileira para que peça a Apple e Google o bloqueio do acesso ao aplicativo de mensagens anônimas “Secret”, após ter sido alvo de postagens que considerou ofensivas. Na ação civil, os advogados argumentam que o app deve ser barrado no Brasil por violar a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet. A defesa do rapaz pede o bloqueio nas próximas 24 horas. Como o nome diz, o Secret permite que segredos sejam contados, sem que a identidade do autor da mensagem seja revelada. O caráter anônimo do app abre uma brecha para que não só os segredos mas também mentiras sejam espalhadas pela rede. Lançado no Brasil em maio deste ano e é o mais baixado na App Store do país pela segunda semana consecutiva. O intuito inicial dos advogados de Machado era pedir à Justiça que mande a Google e Apple que retirem o aplicativo de suas lojas, Google Play e App Store, respectivamente. Como os aplicativos já baixados continuariam funcionando, as operadoras de telefonia também seriam acionadas. Segundo Gisele Arantes, do escritório Assis e Mendes, modificações técnicas alteraram esse plano. Saem as operadoras e as ações são concentradas no Google, que provê serviço de hospedagem ao Secret. “A gente mudou de ideia porque o aplicativo está sendo hospedado pelo Google e o próprio Google pode ser acionado para impedir o acesso”, afirmou. “Por conta disso, a gente entende que seja mais efetivo trabalhar com o Google, ao invés de trabalhar com as operadoras, que seria um trabalho muito maior e de efetividade igual.” Até a publicação dessa reportagem, o Secret não havia respondido. Machado foi alvo de quatro publicações no Secret. Além de trazer fotos do rapaz nu, os posts diziam que ele era portador do vírus HIV e participava de orgias com seus amigos. O quarto post foi feito após ele escrever em um perfil que procuraria levar o caso à Justiça.