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Corpos de passageiros do avião que caiu explodiram no ar

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Os Bombeiros que procuram pelas vitimas e por destroços do avião que caiu em Santos, litoral de São Paulo declararam que não há possibilidades de reconhecimento dos corpos das vitimas pois os corpos das vitimas ficaram em pedaços devido a explosão reconhecimento terá que ser feito através de DNA.

Um áudio contendo a conversa entre a central do Corpo de Bombeiros e os oficiais enviados ao local do acidente com a aeronave de Eduardo Campos , mostra que o cenário era de completa destruição, com pedaços de corpos espalhados por toda a parte.

Um dos soldados comenta, logo no início da gravação, que “está muito perigoso”. Quando finalmente chega à academia de ginástica — um dos cinco imóveis atingidos pelo avião —, o soldado relata à central o caos que consegue visualizar.

— Cara, os corpos explodiram! Tem pedaço de corpo aqui. Tem pedaços de corpos. Tem ossos e carnes. Caiu lá embaixo. Lá é onde está (sic) os pedaços. Não sei se explodiu antes, mas não tem definição de corpo inteiro. Para ver se vai achar algum corpo inteiro, só olhando por cima.

O bombeiro ainda comenta sobre a grande quantidade de civis no local, dizendo “está cheio de paisana aqui embaixo”. Depois, sugere uma estratégia à central.

— Sabe onde a gente ainda não pensou em ver? Na piscina da academia. Vamos ter que verificar.

Testemunhas da queda do Cessna 560XL que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ao Aeroporto de Guarujá, em São Paulo, disseram que a aeronave vinha em baixa altitude desde a Praça Mauá, no centro de Santos, no litoral paulista.

Pareceu que ele procurava a praia, ou que ele tentou desviar de um prédio vizinho a mim. Só sei que ele fez uma curva e desceu. Aí explodiu — disse uma testemunha, que mora a um quarteirão de distância do local do acidente.

A Aeronáutica vai apurar as causas da queda do avião em paralelo, a Polícia Civil também irá investigar o caso para buscar possíveis responsáveis pelo acidente aéreo que deixou sete mortos.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) tentará saber, por exemplo, se condições climáticas, problemas mecânicos ou falha humana ou ainda a combinação desses fatores contribuíram para a aeronave cair.

“A Aeronáutica está apurando, iniciando o serviço de ações para investigação”, disse  o tenente-coronel Edson Amorim, oficial investigador de serviço do Cenipa. “Enquanto não tiver detalhes a cerca das circuntâncias não dá para se falar em causas”, afirmou.

Sete peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4) estão no local da queda da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio, e tinha como destino o aeroporto de Guarujá, no litoral.

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Souza Blazeck, afirmou que será instaurado um inquérito para “apurar eventuais responsabilidades pelo acidente aéreo com mortes”.