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Homem que confessou ter jogado privada que matou torcedor é preso no Recife

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O advogado Adelson José da Silva, que assumiu a defesa de Everton Felipe Santana, 23 anos, suspeito de envolvimento na morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, disse que seu cliente assumiu ter atirado o vaso sanitário do alto da arquibancada do estádio do Arruda, no Recife, na última sexta-feira (02). “Ele confessou a participação, mas não soube explicar o motivo. Ele disse que foi ao jogo com a intenção de assistir, mas deu vontade de fazer aquilo. Ele sabia do risco [de atingir alguém], mas não queria acertar ninguém. Ele já começou a colaborar com a polícia, confessando o crime. Está arrependido, com medo de retaliação, mas está disposto a pagar pelo que fez. Ele confessou o crime e demonstrou vergonha da família, vergonha dos amigos”, disse o defensor. O advogado informou também que o rapaz foi indiciado por homicídio qualificado. “Não sei qual a qualificação, deve ser motivo fútil. Ele vai passar a noite aqui e depois vai ser levado para o Cotel [Centro de Triagem]. Vou ver se consigo segurança para ele e vou tentar liberdade provisória ou relaxamento da prisão. Ele trabalha em uma escola, com carteira assinada, o que ajuda no pedido de liberdade provisória”, comentou. Adelson José da Silva explicou ainda que Everton Santana admitiu integrar uma torcida organizada, apesar de não ter informado qual. “Ele disse que agiu espontaneamente, com outros dois suspeitos; um deles ele já conhecia e o outro, conheceu no dia mesmo. Disse que, depois que o vaso foi atirado, cada um foi para o seu lado e só souberam da morte pela imprensa”, falou.