

Policiais da 54ª DP (Belford Roxo) prenderam, nesse domingo, Cleiton da Conceição Antônio de Miranda, de 24 anos, o motociclista que levou o atirador até Igor de Oliveira Falcão, assassinado em plena luz do dia em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado titular da 54ª DP Luiz Henrique Ferreira Guimarães, os policiais estiveram na casa da mãe de Cleiton, e de lá conduziram o suspeito para a delegacia. Na unidade, apresentaram o mandado de prisão que havia sido expedido contra ele.
Ainda segundo o delegado, Cleiton não sabia que estava sendo procurado, e não tem antecedentes criminais. O suspeito será ouvido na 54ª DP na manhã desta segunda-feira.
Para Guimarães, a motocicleta pode comprovar a participação dos outros homens que aparecem nas imagens do homicídio. Os quatro que aparecem nas imagens, divulgadas nas redes sociais na última semana , já foram identificados. O responsável pelo disparo, Douglas Idael Pereira Ramos, também teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas está foragido.
O jovem morto também tinha histórico criminal. Foi condenado por tentativa de roubo e ficou preso por um ano.
Foi a própria mãe do atirador que executou Igor de Oliveira Falcão em plena luz do dia, em Belford Roxo, que afirmou à Polícia Civil que seu filho foi o autor do crime. Simone Pereira Pojo foi à 54ª DP (Belford Roxo) e reconheceu Douglas Idael Pereira Ramos nas imagens divulgadas. Em depoimento, ela afirmou que o filho é “uma pessoa adorável”, que, entretanto, tinha “raiva da marginalidade”.
Douglas e Simone moravam juntos, nas proximidades do local do crime, na Estrada Plínio Casado, no bairro da Prata. A mãe, inclusive, tinha aspirações políticas na região: em 2008, ela se candidatou, pelo PSB, a vereadora em Belford Roxo, com o nome Ciganinha da Prata. Na ocasião, com 142 votos, não conseguiu se eleger. Em sua ficha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consta que a mulher declarou renda de R$ 100 e era vendedora de comércio varejista e atacadista.
E era justamente para comerciantes da região que Douglas prestava serviço, segundo relato de pelo menos outras cinco testemunhas à delegacia. As pessoas não sabiam se Douglas cobrava pelo serviço ou se os estabelecimentos, de fato, pagavam pela segurança. No entanto, uma delas chegou a afirmar que Douglas — que aparece nas imagens saltando de uma moto e, em menos de quatro segundos, atira quatro vezes contra o jovem — “combatia o consumo e o tráfico de drogas na região”.