
Laís Souza segue em recuperação após acidente em uma pista de esqui em Utah, nos Estados Unidos. Por um lado, os médicos são otimistas quanto à recuperação da capacidade respiratória da atleta, que hoje precisa de aparelhos para respirar. Por outro lado, afirmam as que a chance dela recuperar os movimentos de braços e pernas é próxima de zero. A atleta, que estreou no esqui em junho do ano passado, depois de passar em uma seletiva da CBDN (Confederação Brasileira de Deportos na Neve), esquiava com seu técnico Ryan Snow e a companheira Josi Santos quando caiu e bateu em uma árvore no dia 28 de janeiro . Na queda, ela teve uma fratura e um deslocamento da vértebra c3. Laís foi levada ao hospital e passou por cirurgia logo em seguida. Nesta semana, ela foi transferida para Miami e segue o tratamento. “A lesão pode provocar dois problemas: o choque medular e a lesão medular. No choque, há um atordoamento das fibras nervosas e a pessoa perde os movimentos. Mas, em geral, em 24 horas eles retornam. Na lesão isso não acontece”, explica Dr. Vinícius Benites, neurocirurgião e especialista em doenças da coluna da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Com a fratura da Laís, a coluna saiu do lugar, o que tecnicamente é chamado de luxação. Com esse deslocamento, houve uma compressão na medula e isso deve ter causado algum tipo de esmagamento nessa estrutura. Foi isso que causou a tetraplegia nesta paciente”, esclarece o Dr. Rogério Vidal, ortopedista especializado em coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo