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Águas de coco vendidas no Hortifruti e no Zona Sul têm coliformes fecais

A Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), por meio do Procon Estadual, vai proibir a venda de garrafas de água de coco de marca própria no Hortifruti e no supermercado Zona Sul. A decisão deve-se ao fato de a análise feita nessas águas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels – a pedido do próprio Procon Estadual – ter acusado presença de coliformes fecais acima do limite permitido pela Resolução RDC nº 12 de 2001 da Anvisa.
Em função da gravidade do problema, a secretária estadual de Defesa do Consumidor, Cidinha Campos, disse que a Seprocon entrará também com ação civil pública requerendo a proibição do envase de água de coco por parte dos dois estabelecimentos (e em todas as filiais de ambas as redes) e vai contatar a Delegacia do Consumidor (Decon) para a abertura de processo contra as duas empresas.

“A água de coco é utilizada de forma terapêutica. Médico indicam para casos de desidratação ou problemas intestinais. Este produto com coliformes fecais é um risco para o consumidor. O Hortifruti e o Zona Sul só vão poder voltar a comercializar a própria água de coco depois que provarem com novos laudos que não há mais coliformes fecais no produto”, afirmou Cidinha.

A solicitação do Procon Estadual ao Noel Nutels para que analisasse as águas de coco dos dois supermercados foi feita no dia 29 de janeiro deste ano, quando a Seprocon realizou coleta de amostras das águas no Hortifruti de Copacabana (Rua Prado Júnior) e no Zona Sul (Rua Gustavo Sampaio, no Leme). A ação foi decorrente de denúncias de consumidores recebidas pelo Procon Estadual quanto à má qualidade das águas de coco vendidas pelos dois estabelecimentos.