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Menina criada através de animação de computador atrai mais de mil pedófilos

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Uma organização holandesa que defende os direitos das crianças alertou na segunda-feira para uma epidemia de menores sendo pagas para realizar atos sexuais via webcam e tenta trabalhar com polícias ao redor do mundo para combater a prática. Terre des Hommes, organização holandesa que trabalha contra a exploração infantil ao redor do mundo, diz que para medir a escala do problema criou uma animação de computador de uma criança de 10 anos chamada Swettie. Ao acessar uma sala de bate papo na internet com a personagem para uma demonstração, Sweetie foi bombardeada com ofertas para realizar apresentações sexuais via webcam. “Se nós não intervirmos em breve, esse problema sinistro vai sair totalmente do controle”, disse Hans Guyt, diretor da organização, à agência AP. A organização disse que identificou 1 mil predadores online durante uma investigação que durou 10 semanas e que vai oferecer os resultados do trabalho à Interpol. Guyt diz que em países do sudeste asiático, marcados pela prostituição infantil e pelo turismo sexual, verifica-se agora o crescimento de casos em que crianças pobres se oferecem a realizar atos sexuais em frente a webcams em troca de dinheiro. O problema da exploração infantil online não é novidade. De acordo com uma investigação das Nações Unidas, em 2009 mais de 750 mil acessavam sites de pornografia infantil a qualquer momento. Esse número só tende a crescer ao passo que o mundo se torna cada vez mais interconectado e o acesso à internet se torna mais fácil e rápido em países subdesenvolvidos.
Em setembro passado, o diretor-executivo da ONU para Drogas e Crime, Yury Fedotov, disse em um encontro em Viena que “a era digital exacerbou o problema e tornou as crianças mais vulneráveis”.

Para testar essa teoria, a Terre des Hommes disse que equipou uma sala em um galpão de um bairro industrial de Amsterdã com computadores e criou Sweetie, uma animação 3D altamente realista com o objetivo de que parecesse com uma menina filipina de 10 anos.

Usando Sweetie como disfarce online, pesquisadores da organização conversaram com potenciais clientes online. Os resultados da investigação foram chocantes, disse Guyt. “Nós fomos inundados por homens procurando por contato e atividades sexuais”, afirmou.

A organização está tentando atrair a atenção de legisladores ao redor do mundo para que uma ação seja tomada. “Nós temos que ter certeza que a comunidade internacional entenda a escala e a natureza desse fenômeno”, disse Guyt.

Nesta segunda-feira, um dos pesquisadores acessou uma sala de bate-papo público como Sweetie diante de um repórter da agência AP. Rapidamente, vários caixas de diálogo apareceram.

“O que você quer ver?”, perguntou o pesquisador fazendo-se passar por Sweetie a um dos usuários que buscou contato.

“Você”, disse o usuário.

“Para o que você vai pagar?”, questionou Sweetie.

“Pelada”, disse o usuário.

A conversa progrediu e as duas partes concordaram que um valor de US$ 20 deveria ser transferido online e Sweetie pediu o endereço do Skype do usuário. O pesquisador então encerrou a demonstração.