
O Governo do Estado, em parceria com a União, inaugurou nesta sexta-feira (22/11) o primeiro Polo de Reciclagem do Rio de Janeiro e do país, localizado em Gramacho, em Duque de Caxias. Resultado do pedido de catadores organizados em cooperativas, a unidade empregará inicialmente cerca de 110 pessoas. Com potencial de empregabilidade de até 500 catadores, o polo será administrado pelas cooperativas Cooperjardim, Coopercaxias, Coopergramacho, Coopercamjg e pela Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho. A iniciativa foi viabilizada a partir da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no qual a Petrobras disponibilizou recursos no valor de R$ 3,5 milhões e se comprometeu a entregar grande quantidade de material em boas condições para ser reciclado.
No pacote de ações que vão beneficiar catadores que trabalharam no antigo lixão de Gramacho e grupos de cooperativados em todo o estado estão incluídos ainda capacitação e a entrega de maquinários. O polo será também sede da primeira rede de cooperativas de catadores apoiada pelo projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias (CRS), executado pela Secretaria do Ambiente em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária. O projeto CRS dará suporte a outras cinco redes em 41 municípios, com qualificação e assessoramento técnico. A Secretaria do Ambiente, por meio do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), disponibilizará cerca de R$ 1 milhão para a compra de máquinas.

– Gramacho era o maior lixão da América Latina. Este polo reciclador veio para transformar catadores em recicladores, um trabalho digno, agregando valor ao material reciclado. Além do polo, vamos, por meio do CRS, trazer mais equipamentos e, sobretudo, qualificação para os trabalhadores – explicou o secretário de Ambiente, Carlos Minc.
Para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a inauguração do polo de reciclagem é representativa. A expectativa é reproduzir o modelo em outros estados do país.
– Este é um dia muito significativo não apenas para o Rio de Janeiro, mas para o país porque encontramos uma fórmula adequada de juntar a capacidade de organização e luta dos catadores com o apoio de entidades sociais e a sensibilidade dos governos que colocaram recursos. Queremos multiplicar esta experiência por todo o Brasil – disse o ministro.