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Campanha de doação de sangue bate recorde no Rio de Janeiro

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Mil e oitenta e cinco. Este foi o número de voluntários que dedicaram um tempo do seu dia para doar sangue durante a coleta móvel organizada pelo Hemorio e pela Secretaria de Saúde, segunda (25/11) e terça-feira (26/11), no Largo da Carioca, Centro do Rio. O número bateu o recorde de captação de sangue do hemocentro. A ação faz parte das comemorações da Semana do Doador, celebrada entre 25 e 30 de outubro, e tem por objetivo garantir os estoques de sangue para as festas de fim de ano e conscientizar a população sobre a importância da doação regular.

A aposentada Sônia Regina Barbosa foi a primeira doadora da campanha. Às 9h de segunda-feira, ela já estava a postos em frente ao posto de coleta na Carioca. Doadora de longa data, ela ainda guarda sua primeira carteirinha do Hemorio, datada de 1988. O hábito surgiu depois que familiares precisaram de transfusão de sangue e contaram com a ajuda de voluntários. Desde então, sempre que pode Sônia retribui o gesto de generosidade.

– Cada um deve fazer sua parte para garantir que as bolsas de sangue sejam repostas. Principalmente agora, com o início do período de festas de fim do ano, quando aumentam os acidentes de trânsito e o número de pessoas precisando de sangue nos hospitais. Eu ainda quero fazer uma doação de medula – afirmou a aposentada.

Já o analista de sistemas Celso Araújo Fontes, de 28 anos, resolveu comemorar seu aniversário no posto de coleta móvel.

– Hoje faço 28 anos e para comemorar resolvi doar sangue e ajudar ao próximo. Considero como o melhor aniversário da minha vida. É a primeira vez que estou praticando este ato, mas pretendo me tornar doador fixo. Me conscientizei da importância deste ato quando minha avó precisou. Para mim, doar sangue significa doar vida – disse o funcionário público.

Arte de rua à serviço da causa

Durante o primeiro dia de campanha, cinco artistas convidados – Rafael Magessi, Leonardo Decorte, Rafael Meggetto, Memis e Agnelli – receberam o desafio de criar uma obra de arte usando latas de tinta spray de 400 ml, ou seja, a mesma quantidade coletada nas doações de sangue. A ação foi desenvolvida para mostrar que muita coisa legal pode ser feita com 400 ml e que o mais importante é salvar vidas. As obras criadas serão doadas ao Hemorio.

Em parceria com a agência Binder, foi criado um site especial para a ação (www.doe400ml.com.br). Quem passou pela Carioca, pôde tirar foto nos murais da campanha e postar nas redes sociais, utilizando a hashtag #Doe400ml.

Nesta terça, quem chegou cedo ao estande pôde conferir a performance do grupo Conexão do Bem, que recebeu com música e alegria os primeiros doadores do dia. O grupo já é velho conhecido de quem frequenta o Hemorio – há dois anos eles levam seu cortejo musical à unidade. A ideia de se apresentar na unidade estadual surgiu depois que o ator Felipe Haiut, que interpretou o Ziggy, de Malhação, visitou o Hemorio pela primeira vez.

– Quando eu vi como tudo funciona, o percurso do sangue, juntei outros atores que também tinham interesse em levar arte a outros lugares e começamos a nos apresentar lá. Por mais que tenha gente doando, a demanda é muito grande, é sempre preciso mais. Este tipo de campanha itinerante é bom porque quebra uma série de tabus, já que leva a informação ao povo – contou Felipe, que depois da apresentação do Conexão do Bem entrou na fila e fez sua doação.

Quem pode doar sangue

Para ser um doador de sangue, o voluntário precisa estar bem de saúde, deve trazer um documento oficial de identidade com foto, ter entre 16 e 68 anos e pesar mais de 50 quilos. Não é necessário estar em jejum. O candidato deve somente evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e as bebidas alcoólicas 12 horas antes. Jovens com 16 e 17 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsáveis. O modelo da declaração pode ser adquirido por meio do site www.hemorio.rj.gov.br.