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Polícia irá ouvir professor que divulgou suposta morte de docente em manifestação

Nesta sexta-feira (04/09), a assessoria da Polícia Civil informou que o professor de História, Rodrigo Bezerra, será convocado para prestar esclarecimentos sobre o boato, disseminado na rede social Facebook, da morte de uma professora durante a confusão ocorrida na manifestação dos professores na Cinelândia, no Centro do Rio, na última terça (1º). O depoimento será na 4ª DP (Praça da República), mas ainda não há data e horário definidos.

A notícia do falso óbito teria sido divulgado primeiramente no perfil do professor, que leciona no Colégio Estadual Nilo Peçanha, em São Gonçalo. Depois, a informação foi compartilhada por diversos internautas.

Foto: Reprodução / Facebook

Em seu perfil, na última quarta (2), Bezerra postou a mensagem: “Lamento informar que a Professora Elisabete da Fonseca faleceu de infarto devido ao gás lacrimogênio lançado pelo Choque. Os socorristas nos avisaram. A Direção do SEPE, comissão de Direitos Humanos estão no Souza Aguiar. Cabral e Paes são ASSASSINOS!!! LUTO!!!!”.

Em seguida, no mesmo dia, o docente fez uma nova publicação desmentindo a versão dada anteriormente. “O SEPE lançou uma nota oficial onde NÃO se confirma a Morte da Professora Elisabete da Fonseca. Esclarecimentos maiores na Assembleia da Rede as 14 horas no Club Municipal da Tijuca. Até lá !!!”

O pedido de investigação foi feito pelo prefeito Eduardo Paes à Secretaria de Segurança Pública na quarta-feira. “Este tipo de relato cria perturbação da ordem pública, que pode se configurar em eventual infração penal, ração por que a Prefeitura do Rio se viu na obrigação de comunicar o fato à secretaria e pedir as devidas apurações às autoridades policiais competentes”, afirmou Paes através de nota.

A página Black Bloc RJ também chegou a informar que Elizabete da Fonseca, de 67 anos, havia sido vítima de um infarto após inalar o gás das bombas de efeito moral disparadas pela Polícia Militar. Ela teria começado a passar mal na estação do metrô da Cinelândia. A informação também foi replicada na página Anonymous Brasil, que, depois, publicou uma retratação desmentindo a morte da docente.

O Sindicato dos Profissionais Estaduais de Educação do Rio (Sepe-RJ) negou o falecimento. “A direção do Sepe tomou conhecimento do caso e foi até o Hospital Souza Aguiar e outras unidades de saúde, além de checar no Instituto Médico Legal e nenhum registro de óbito decorrente das circunstâncias acima descritas foi encontrado”.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde também desmentiu que a professora tenha dado entrada no Hospital Souza Aguiar.

Fonte: Manchete Online