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Operação da Polícia Civil desarticular quadrilha de fraudadores do Detran e prende 89 pessoas

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Doze delegados e 520 agentes da Polícia Civil participaram da Operação Cruzamento, na manhã desta sexta-feira (18/10). O objetivo era cumprir 122 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão, em 29 bairros do Estado.

A ação, que tinha como base a Cidade da Polícia, foi desencadeada pelo Detran-RJ e contou também com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e do Ministério Público Estadual.

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Até o momento, 89 pessoas foram presas e placas frias, documentos falsos, computadores com informações sobre a fraude, entre outros materiais foram apreendidos. “Dentre os mandados, pelo menos 15 deles estavam em áreas deflagradas.

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Durante essa manhã equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) estiveram em dez áreas. As estações da Cidade da Polícia facilitaram o alcance dessa ação. É a primeira grande operação que fazemos aqui e certamente essa nova estrutura nos deu condições de atingirmos nosso objetivo”, disse o delegado Fernando Veloso, subchefe de Operacional da Polícia Civil.

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Investigações do Detran apontaram que ônibus, caminhões, vans e taxis, em péssimas condições, eram aprovados após pagamento de propina. A fraude envolvia funcionários, prestadores de serviço e pessoas sem vínculos com o órgão. O corregedor do Detran, Anthony Alves, falou sobre o trabalho investigativo que começou em meados de 2011. “Reunimos processos que indicavam essas fraudes em nove postos e, com autorização judicial, iniciamos o monitoramento. Foi possível identificar 900 veículos envolvidos e um movimento mensal de cerca de dois milhões de reais. O sucesso dessa operação é fruto da integração entre os órgãos de Segurança Pública e os que atuam no âmbito administrativo”, afirmou ele.

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Em Magalhães Bastos, foi presa Mônica Generosa da Silva, de 45 anos. Contra ela havia mandados de prisão e de busca e apreensão. Também foram recolhidos alguns documentos em sua casa, na Rua Metalúrgico Jorge Alves da Silva. A acusada foi denunciada por apropriação indébita. A pena é de dois a 12 anos de prisão e multa.

Ela negou participação no esquema e disse que só levava ônibus de empresas para agendamento. A acusada disse ainda que trabalhava para despachantes. Os presos serão apresentados na Cidade da Polícia, no Jacarezinho.