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Livro que traça o perfil dos motoristas abordados na Operação Lei Seca é lançado no Rio

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Dados inéditos sobre o perfil dos motoristas parados na Operação Lei Seca (OLS), no Rio de Janeiro, relacionando alcoolemia por sexo e faixa etária, são algumas das informações do livro Saúde e Trânsito (Arquimedes Edições), organizado pelo especialista em medicina do tráfego Fernando Moreira. Lançada ontem, na livraria do Paço Imperial, a publicação reúne artigos de 21 experts, entre eles, um de 16 páginas escrito pelo major Marco Andrade, coordenador da OLS.

Uma das informações que mais chama a atenção no texto – que traz dados somente do ano de 2012, coletados com base em uma amostragem de 313 mil motoristas – é que, neste período, 89,83% dos condutores abordados em operações não tinham bebido, o que demonstra a adesão à política de governo.

O artigo do coordenador da OLS traz informações que contradizem o senso comum, como a de que homens bebem mais do que mulheres, assim como jovens em relação aos idosos. Dos motoristas parados em operações, 10,17% dos homens haviam consumido álcool, enquanto, no universo feminino, 9,19% das mulheres tinham feito o mesmo – quase o mesmo percentual. Em relação à faixa etária, pessoas com idades entre 50 e 60 anos costumam ser flagradas sob efeito de álcool com maior frequência do que cidadãos entre 18 e 20 anos.

– Meu artigo derruba algumas falácias e demonstra por que é importante abordarmos qualquer cidadão, independentemente de idade e de sexo. Todos bebem. Mas, em 2009, as pessoas sob efeito de álcool eram 20% do total dos motoristas parados, enquanto, em 2012, foram 10%. Este é um bom indicativo de que a população está aderindo à OLS. Estamos orgulhosos por participar do livro – disse o major Marco Andrade.

 

Visão dos problemas de trânsito do país

 

Segundo Moreira, a obra possibilita uma visão dos problemas do trânsito no país.

– A taxa de mortes no trânsito cresce, no Brasil, 10% ao ano. No período, perdemos uma média de 20 milhões de pessoas em acidentes. E estes números poderiam ser ainda piores, se não fosse a Operação Lei Seca – disse o autor.