De acordo com o último balanço, divulgado pela categoria, 11.406 agências e centros administrativos estão fechados. O comando de greve considera esta a maior greve dos bancários nos últimos 20 anos.
“A expectativa dos trabalhadores é de que os bancos apresentem uma nova proposta, que contemple as reivindicações de aumento real, valorização do piso, melhor participação nos lucros, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades”, disse, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
De acordo com a entidade, a única proposta apresentada pelos bancos até agora ocorreu no dia 5 de setembro, estabelecendo reajuste de 6,1%, que apenas repõe a inflação do período pelo INPC. A proposta foi rejeitada pelos bancários no dia 12. A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), participação nos lucros de três salários mais R$ 5.553,15, piso de R$ 2.860,21, entre outros pleitos.
A greve já preocupa setores como o varejo. Na quinta-feira, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em nota, afirmou que o comércio pode acumular perdas da ordem de 30% no início do mês, caso as paralisações iniciadas no último dia 19 sigam até o quinto dia útil, quando a maioria das empresas executa suas folhas de pagamento. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), contudo, o impacto é menor por conta do avanço dos meios eletrônicos de pagamento, como os cartões de crédito, entre os consumidores.