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Lixo Zero chega a Copacabana

 

O Programa Lixo Zero – que multa quem joga resíduos sólidos nas ruas do Rio de Janeiro   – chegou hoje (3) ao bairro de Copacabana, na zona sul,após dez dias de operação no centro da capital. Até o momento, foram aplicadas mais de 600 multas, cujos valores vão de R$ 157 a R$ 3 mil.

Além das vias de Copacabana, as equipes de fiscalização estão autorizadas a punir os infratores que jogarem lixo na areia da praia. A medida também vale para turistas estrangeiros, que podem ser multados a partir do número do passaporte.

Em uma semana, os agentes do Lixo Zero multaram quase 500 pessoas nas ruas do centro da cidade. A maioria dos casos, segundo a Comlurb, diz respeito a guimbas de cigarro jogadas no chão. A Prefeitura do Rio diz ter diminuído em 34% a varrição das 75 ruas onde as equipes realizaram as autuações.

Das vias que mais registraram multas, a campeã é a avenida Rio Branco, com 90 autuações, seguida da Cinelândia, com 72, e da avenida Presidente Vargas, com 31.

Os agentes e guardas municipais que fazem parte do Lixo Zero atuam com uma mini-impressora e um smartphone. O infrator é identificado pelo CPF (Cadastro de Pessoa Física) e a multa é emitida na hora.  Pelas normas, quem não quitar a dívida terá o CPF registrado no cadastro da Serasa, o que pode dificultar, e até impedir, a obtenção de crédito.

“A abordagem é a mesma. Aqui o que a gente vai observar é um comportamento diferente. Copacabana é uma mistura de bairro residencial e comercial. Acredito que aqui vamos passar por todos os tipos de experiência por ter caráter diferente do centro, predominantemente comercial”, explicou o presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Vinicius Roriz.

No dia 10, o programa chega a Ipanema, ao Leblon e à Lagoa. Em seguida, passará pelos demais bairros da zona sul, como Botafogo, Laranjeiras e Catete. Na zona norte passará inicialmente pela Tijuca, o Méier e pela zona oeste, no bairro de Campo Grande. “Depois a gente vai começar a operar com o que se chama de blitz do Lixo Zero. Vamos chegar a qualquer bairro da cidade, de surpresa, e efetuar as inspeções”, avisou Roriz.

O modo de operação será semelhante ao aplicado aos motoristas de trânsito, que, também por lei, são impedidos de consumir bebida alcoólica e dirigir pelas ruas de todo o país. “Vai ser como na Lei Seca, você nunca vai saber no dia anterior para onde a equipe vai. Assim vamos controlar o programa”, definiu.

De acordo com a Comlurb, desde que entrou em ação, no último dia 20 de agosto, o Programa Lixo Zero já diminuiu a quantidade de resíduos nas ruas da capital fluminense em 34%. Um total de 638 fiscais estão trabalhando na ação, sendo 223 agentes da Comlurb, 223 guardas municipais e 192 policiais militares, em horário de folga.

O morador de Copacabana Orlando Silvestre, de 37 anos, disse não concordar com o programa. “Acho um absurdo as pessoas terem que pagar valores altíssimos simplesmente por terem jogado uma guimba de cigarro no chão”.

Já a moradora antiga no bairro Irandir Neves, de 78 anos, considerou a ação positiva. “Gostei dessa iniciativa para multar os porcalhões. Tem muita gente mal-educada na nossa cidade e só quando dói no bolso é que muda alguma coisa”.

Cada equipe de fiscalização é formada por um fiscal, um guarda municipal e um policial militar. No ato, eles já registram e emitem o auto de infração. Quem jogou lixo na rua, acessa o site da prefeitura para imprimir a multa e efetuar o pagamento. Até o momento, um caso foi levado para a delegacia. Das multas de maior valor, duas chegaram a R$ 980. Dez pessoas entraram com recurso e aguardam decisão sobre o caso.

 

(Agência Brasil)