O emissário do Brasil para o Oriente Médio mais a Turquia e o Irã, embaixador Cesário Melantonio Neto, alertou hoje (21) que é necessário ter cautela sobre as informações de uso de armas químicas em Ghouta, região de Damasco, capital da Síria. Pelo menos 100 pessoas morreram em confronto nesta quarta-feira. Melantonio Neto ressaltou que há dificuldades na obtenção de dados precisos e seguros sobre a Síria.
“É prematura uma avaliação sobre a situação em si, pois uma das dificuldades no que se refere à Síria é em relação às informações fidedignas. Por isso, é necessário aguardar mais um pouco para fazer uma análise adequada. Não é positivo um julgamento precipitado”, disse o emissário .
O governo brasileiro acompanha a situação na Síria por intermédio de informações do encarregado de negócios no país, o diplomata Bruno Carrilho. O diplomata está em Beirute, capital do Líbano, que faz fronteira com a Síria, e envia dados diários ao Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty.
Na imprensa internacional, uma das principais fontes é a organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A entidade informou hoje o uso de armas químicas contra civis pelas forças de segurança da Síria. Porém, as autoridades negaram.
As informações vêm à tona no momento em que há um grupo de especialistas em armas químicas, enviado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no país. Os investigadores da ONU estão na Síria há vários dias para averiguar a situação. Melantonio Neto disse que as atividades dos peritos são mantidas sob sigilo absoluto até a publicação do relatório sobre as avaliações feitas na Síria. Não há data para a divulgação do documento.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos pediu à comissão internacional, encarregada de investigar o uso de armas químicas no conflito sírio, que colabore para permitir o envio de ajuda médica aos locais afetados pelos bombardeios.
Desde o início dos confrontos na Síria, em março de 2011, morreram mais de 100 mil pessoas e aproximadamente 7 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária de emergência, de acordo com o balanço da ONU. Os confrontos foram deflagrados pela disputa política entre a oposição e o presidente Bashar Al Assad. Assad que é pressionado a deixar o poder, mas resiste em abrir mão do governo.
As autoridades sírias negaram o uso de armas químicas nos bombardeios. As informações vêm à tona no momento em que há no país um grupo de especialistas em armas químicas, enviado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os investigadores da ONU estão na Síria há vários dias para averiguar a situação.
De acordo com relatos, os bombardeios na periferia de Damasco eram tão intensos que podiam ser ouvidos a distância. “Depois da meia-noite, as forças do regime intensificaram as operações militares nas zonas de Ghouta Oriental e Ghouta Ocidental, na região de Damasco, recorrendo à aviação e lança-morteiros”, disse o presidente da ONG, Rami Abdel Rahman.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos pediu à comissão internacional, encarregada de investigar a utilização de armas químicas no conflito sírio, que colabore para permitir o envio de ajuda médica aos locais afetados pelos bombardeios.
Desde o início dos confrontos na Síria, em março de 2011, morreram mais de 100 mil pessoas e aproximadamente 7 milhões precisam de ajuda humanitária de emergência, de acordo com o balanço da ONU. Os confrontos foram deflagrados por disputa política entre a oposição e o governo do presidente Bashar Al Assad. Assad é pressionado a deixar o poder, mas resiste.
Durante a visita, os representantes da ONU vão definir, com representantes do governo Al Assad, as condições para que a missão tenha acesso às áreas que serão vistoriadas. O cientista sueco Ake Sellstrom chefia a missão na Síria ao lado da perita Angela Kane, que ocupa o cargo de alta representante da ONU para o Desarmamento.
As investigações devem se concentrar, num primeiro momento, nos conflitos que ocorreram em Khan Al Assal, a segunda maior cidade do país, no norte da Síria. A cidade, alvo de um incidente em março deste ano atribuído à oposição, foi ocupada por forças rebeldes.
O regime sírio quer que os investigadores da ONU se concentrem nessa região. O governo do presidente Bashar Al Assad evita negociar o acesso a outras regiões, como Saraqeb, no Noroeste do país, e Daraya, próxima a Damasco.
A crise na Síria começou há mais de dois anos e deixou mais de 90 mil pessoas mortas, segundo levantamentos divulgados por organizações não governamentais que acompanham os conflitos na região.
* Com informações da Lusa
(Agência Brasil)