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Protesto contra o aumento da passagem de ônibus terminou com manifestantes detidos no Rio

Protesto, no Centro do Rio, contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 2,95, ocorrido no dia 1º terminou pelo menos com 34 pessoas  detidas. Somente uma delas foi levada para a 4ª DP (Praça da República), enquanto as demais foram encaminhados a  5ª DP (Mem de Sá).A manifestação, que começou pacífica, terminou em confronto com a Polícia Militar, que usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão. Às 22h30, estudantes ainda se concentravam na porta da 5ª DP para aguardar a liberação dos jovens detidos.

O protesto começou com cerca de 300 pessoas que se concentraram nas escadarias da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, no Centro, por volta das 17h30. De lá, eles seguiram pelas avenidas Rio Branco, Rua Araújo Porto Alegre, Avenida Presidente Antônio Carlos, Rua Primeiro de Março e, por fim, Avenida Presidente Vargas. As vias foram fechadas para a passagem dos manifestantes.Terminou por volta de 19h30 desta segunda-feira (10) Às 21h30, a polícia continuava na área, embora tivesse diminuído consideravalmente o efetivo.

 Quando parte dos manifestantes cercou dois ônibus. Policiais do Batalhão de Choque usaram dezenas de bombas de efeito moral e spray de pimenta para dispersar a multidão e, em resposta, alguns jovens jogaram coquetel molotov contra a polícia, queimaram lixo e entulho para interditar a rua, além de arremessar cocos e pedras contra os agentes.O confronto causou pânico a quem passava pelo local e vários estabelecimentos comerciais fecharam as portas às pressas. Os muros do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) foram pichados e pelo menos uma vidraça da Igreja Nossa Senhora do Rosário foi quebrada.A Avenida Presidente Vargas, chegou a ser totalmente interditada – as quatro pistas,inúmeros prédios comerciais,fecharam as portas. Lá, houve novo confronto entre manifestantes e policiais do Batalhão de Choque, do 5º BPM (Praça da Harmonia) e agentes da Guarda Municipal, que jogaram outras bombas de gás lacrimogêneo na via.Quem saía do trabalho foi surpreendido pelo tumulto. Alguns chegaram a passar mal com o gás lacrimogêneo e houve corre-corre. Com medo, várias pessoas se refugiaram em uma agência bancária até que o tumulto acabasse. Por volta das 19h10, o trânsito foi liberado na via.No ato público, foram utilizados  um carro de som e cartazes. Num deles, a estudante Débora Trajano escreveu um pedido de “carona” ao prefeito Eduardo Paes. Ela está inconformada com a nova tarifa.”Eu acho que esse aumento é só mais uma das mazelas dos governos Eduardo Paes e Sergio Cabral. Essa medida recai sobre todos os trabalhadores e estudantes. Ele [Paes] está descumprindo uma das promessas de campanha”, disse a estudante.Para os motoristas que reclamavam do tumulto causado,os manifestantes exibiam uma faixa: “Desculpe o trânsito. Estamos lutando pelos seus direitos”.Inicialmente, cerca de 50 policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) acompanharam o ato público. No entanto, o efetivo foi reforçado por causa dos confrontos e a tropa de Choque foi acionada.  Agentes da CET-Rio acompanharam todo o protesto para orientar o trânsito na região.De acordo com o delegado Antônio Bonfim,  nove dos detidos eram menores de idade e um maior será preso. O estudante da UFRJ Fábio Espaner, de 18 anos, é acusado de dano ao patrimônio e só será liberado mediante pagamento de fiança.

 

Manifestantes queimaram cones de sinalização durante protesto no Rio (Foto: Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press/ Estadão Conteúdo)

 

Vários manifestantes foram detidos. Pelo menos um deles, tinha coquetel molotov, segundo polícia (Foto: Priscilla Souza/G1) 

 

 

Com medo, trabalhadores se "refugiam" em agência bancária. (Foto: Priscilla Souza/G1) 
Manifestantes voltam a protestar contra tarifa de ônibus no Rio. Polícia usou spray de pimenta, bomba de efeito moral e foi atingida por cocos. (Foto: Fabio Teixeira/Folhapress)
Manifestantes se reúnem no Centro do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)