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Governo do Distrito Federal decidiu cancelar licitação para compra de videogames

O governo do Distrito Federal decidiu cancelar na última quinta-feira (20) uma licitação para compra de videogames, televisor e aparelhos de no-break cujo valor sugerido era quase o dobro do preço de mercado dos mesmos itens.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedest), que fez o pedido, afirmou que uma questão técnica motivou o cancelamento: o edital discriminava a marca do videogame, o que é proibido pela lei. A Secretaria de Planejamento, que realiza a compra, disse que desde junho do ano passado, o governo distrital tem se esforçado na redução de gastos e que, dentro desse contexto, as manifestações recentes tiveram “influência indireta” no cancelamento.

A licitação foi lançada no último dia 14 de junho e destinava-se à compra de 40 Playstations 3, cada um acompanhado de um controle adicional e um jogo. O pacote seria usado em atividades para crianças e adolescentes de comunidades pobres atendidos em 17 centros de convivência, mantidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest).

Esses locais, segundo a secretaria, oferecem serviços sociais que visam prevenir a ocorrência de situações de exclusão social e de risco, em especial a violência doméstica e o trabalho infantil.

 Em nota, a assessoria de imprensa da Sedest disse que os videogames atenderiam cerca de mil crianças e adolescentes. Justificou que “como ferramenta de apoio para as atividades ofertadas, os jogos digitais, entre eles os videogames, podem trazer benefícios para o desenvolvimento desde que integrados a uma rotina composta por outras atividades, contribuindo para o desenvolvimento físico e psíquico das crianças e adolescentes”.

A secretaria disse ainda que “esse tipo de jogo ajuda a desenvolver e aprimorar o raciocínio lógico, a coordenação motora, o pensamento ágil e a memória. Outro benefício é a possibilidade de socialização”, segundo a nota.

Preço
A mesma licitação previa a compra de uma TV LED Full HD de 32 polegadas e 30 no-breaks, aparelho que mantém computadores ligados em caso de queda de energia. Esses equipamentos, no entanto, seriam destinados à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e à Polícia Civil do DF.

No edital, o preço sugerido para toda a compra foi R$ 100.780,87.Em  sites de produtos eletrônicos,os mesmos itens, na mesma quantidade, poderiam ser adquiridos por R$ 52.598,82. O preço previsto na licitação ficou 91% mais caro.