As primeiras moradias do Complexo do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, construídas como parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, serão inauguradas até o fim de junho. De acordo com a Secretaria de Obras do governo estadual, um antigo hotel abandonado de quatro andares foi totalmente reformado e conta com 27 moradias. Os futuros moradores já visitaram o local, na zona sul do Rio de Janeiro.
Além do antigo hotel, dois conjuntos habitacionais com 76 apartamentos estão em fase de construção e a previsão do governo é que estejam prontos até o fim do ano. Os condomínios, chamados de AR-5 e AR-3 (Área de Reassentamento) têm três blocos cada um. No AR-5, que tem 28 apartamentos, dois blocos já estão concluídos e o terceiro está em fase final de construção. O conjunto AR-3, com 48 apartamentos ainda está sendo erguido.
O total de investimentos públicos será de R$ 46 milhões até a conclusão das obras, segundo a secretaria de obras. O projeto também prevê pavimentação de ruas, alargamento de vias e construção de calçadas.
Na primeira etapa do PAC no complexo dessas três favelas cariocas, foram entregues 120 apartamentos, em 2009 e construído um elevador panorâmico em 2010. Também foram implantadas redes de esgoto, água potável e drenagem pluvial, além da pavimentação de ruas e vielas das comunidades.
O total de investimentos públicos, entre 2008 e 2010, segundo dados do Tribunal de Contas é da ordem de R$ 3,1 bilhões. A expectativa do projeto é beneficiar cerca de 19 mil pessoas. Dados do Instituto Pereira Passos, com base no Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as três favelas juntas tinham cerca de 21 mil habitantes em 2009.
Ficou menor a distância que separa Ipanema – bairro da zona sul do Rio de Janeiro que tem um dos metros quadrados mais caros do país – das favelas vizinhas do Cantagalo e do Pavão-Pavaozinho. Os mais de 10 mil moradores das duas comunidades ganharam hoje (30) dois elevadores panorâmicos que ligam a parte alta dos morros à estação do metrô da Praça General Osório, no coração de Ipanema.
Instalados em duas torres, uma com 64 metros de altura e outra com 31, os elevadores têm capacidade para transportar até 100 pessoas ao mesmo tempo. As obras custaram R$ 48 milhões e foram financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Moradora da comunidade do Pavão-Pavaozinho, Maria da Conceição Lins comemorou o fato de não precisar mais subir centenas de degraus todos os dias quando volta para casa. “A vista está linda demais e a obra também, mas bom mesmo é não ter que enfrentar mais escada”.
O topo da torre mais alta, com uma vista deslumbrante da orla da zona sul do Rio, tem tudo para se transformar na mais nova atração turística de Ipanema. Batizado de “Mirante da Paz”, a pedido dos moradores, o alto da torre dá acesso a quatro praças equipadas com mesas para jogos e parque infantil e à nova escadaria de acesso aos pontos mais altos do morro.
O complexo que abriga os elevadores recebeu o nome do escritor Rubem Braga, que era vizinho das comunidades. No prédio também foi instalada uma cabine blindada, que funcionará como extensão da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A unidade atua no local desde o ano passado e foi responsável pela expulsão das quadrilhas de traficantes que dominavam os morros.
Além das torres, foram entregues 64 apartamentos a famílias das duas comunidades. As unidades habitacionais foram construídas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluindo a primeira fase do projeto, que custou R$ 45 milhões aos cofres públicos.
A desempregada Maria de Fátima Nascimento, de 44 anos, o marido, os dois filhos, a irmã e a sobrinha devem se mudar ainda nesta semana para um dos novos apartamentos, que têm cerca de 40 metros quadrados, dois quarto, sala, banheiro e cozinha. Hoje, eles moram em uma quitinete sem rede de esgoto na favela do Pavão-Pavãozinho. “Além de pequenina, a casa fica lá no alto; muita escada para subir”, disse Maria de Fátima.
Nessa primeira fase do programa, foram implantadas redes de esgoto, água potável e drenagem pluvial, além da pavimentação de boa parte das ruas e vielas das duas comunidades. A segunda fase, orçada em R$ 50 milhões, prevê a conclusão de mais 76 moradias e a abertura de um anel viário para permitir o acesso de serviços como coleta de lixo e ambulâncias a todos os pontos dos morros.
Fonte Agência Brasil