
16 pessoas foram presas hoje (04/04) através da Operação Assepsia prendeu. Entre elas 12 policiais civis, acusados de integrar uma quadrilha que fraudava documentos para receber parte do valor do seguro de trânsito de Danos Pessoais Causados por Véculos Automotores Terrestres (DPVAT). A operação foi desencadeada pela Corregedoria Interna da Polícia Civil, nos municípios do Rio, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Teresópolis.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Gladston Galeano, o Ministério Público Estadual expediu 23 mandados de prisão e 66 de busca e apreensão. Os policiais que foram presos na ação trabalhavam com funcionários do Instituto Médico Legal (IMl) de Duque de Caxias e com advogados que tinham escritório na região.
“Nós desarticulamos uma quadrilha hoje que lesou muitas pessoas. O prejuízo é incalculável, eles tinham uma logística de trabalho muito bem combinada. A polícia Civil atuou junto com os policias de Itaboraí, que inicialmente detectaram o problema, o que permitiu dar início às investigações. Ainda estamos em busca de mais sete pessoas que estão foragidas”, disse Galeano.
A polícia apreendeu documentos falsos, computadores, duas pistolas e três veículos que eram usados pelos criminosos. A ação contou com 30 delegados e 300 agentes, com 50 viaturas. A coordenadoria de Recursos Especiais (Core) também deu apoio à ação.
De acordo com a polícia, durante as investigações, iniciadas em setembro do ano passado, foram apreendidos mais de 400 laudos, todos feitos nos postos regionais de Polícia Técnica e Científica de Duque de Caxias, que seriam usados pelos criminosos para cometer a fraude. Com base nos exames, foram identificadas centenas de vítimas e, segundo um relatório inicial feito pelo Ministério Público, o prejuízo no pagamento do seguro pode chegar a R$ 1 milhão.
Ainda de acordo com o MP, os crimes são estelionato, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, sonegação e inutilização de documentos. A operação também conta com mandados de busca e apreensão.
Conforme investigação, policiais da 59ª DP preenchiam guias de encaminhamento falsificadas, levando as vítimas ao posto do Instituto Médico Legal do município. A partir destes documentos, laudos periciais irregulares, indicando lesões e sequelas permanentes, eram forjados e encaminhados para o núcleo jurídico da quadrilha, formado principalmente por advogados, que recolhia 30% do valor da indenização.
Ainda segundo o MP, entre os anos de 2011 e 2012, cerca de 800 laudos foram apreendidos, resultando num montante desviado de aproximadamente R$ 7,5 milhões.
Os presos são:
Alexandre Luiz Braga Salgado (estagiário);
Amilton Gomes da Cunha (estagiário);
Charles Rubim de Souza;
Edilson Fagundes Costa;
Jesiel Mendonça Aragão (policial da 59ªDP);
José Edson Teixeira Alves (policial da 59ª DP);
José Henrique Dias da Silva (perito legista do IML de Caxias);
José Nunes da Silva Neto (policial da 59ªDP);
Leandro Rodrigues Mendonça (advogado);
Marcelo Correia Carneiro;
Marcelo Pinheiro Ramos;
Maria Helena Gomes Dantas (policial da 59ª DP);
Paulo Roberto Calzavara Cazarin (perito legista lotadp no IML de Caxias);
Roberto Gomes Santana (policial da 59 ªDP);
Sandra Regina Cardoso Braga (auxiliar de necropsia e chefe administrativa do IML de Caxias);
Fonte: Agência Brasil