Simone Oliveira, de 39 anos, mãe da manicure Suzana de Oliveira, de 22, que matou o menino João Felipe Eiras Bichara, de 6 anos, entregou ao delegado José Mário Salomão da 88ª DP (Barra do Piraí),no Sul Fluminense do Rio de Janeiro um caderno com anotações feitas pela filha premeditando a morte de João Felipe.
Em uma das anotações a manicure escreve sobre um possível pedido de resgate de R$ 300 mil. De forma fria, ela detalha inclusive como gastaria o dinheiro. Entre outras coisas, ele seria usado para pagar contas de telefone e comprar uma moto.
O delegado, no entanto, adianta que não tem dúvidas de que a verdadeira intenção de susana era matar João Felipe.
Escola de Barra do Piraí instalou câmeras
O Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, onde João Felipe estudava após uma semana fechada retomou as aulas nesta segunda-feira , com 16 cãmeras de monitoramento instaladas.A escola também estabeleceu novas regras para a liberação dos alunos.
O menino foi morto pela manicure na útima segunda-feira. Ela buscou a criança no colégio e o levou para um hotel, onde o asfixiou com uma tolha.
Em depoimento, Suzana disse que a mãe do garoto, Aline Bichara, seria sua primeira vítima.
Suzana foi presa em flagrante e indiciada por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada e ocultação de cadáver.
O delegado José Mário Salomão determinou que o pai do garoto, Heraldo Bichara, compareça até amanhã para prestar depoimento. Heraldo já tinha adiado o procedimento alegando que não tinha condições de falar.
O crime chocou os moradores da cidade de Barra do Piraí,que fica no Sul Fluminense do Rio de Janeiro. Ao longo de toda a semana passada, a população da cidade fez muitos protestos querendo justiça. A transferência de Suzana, na terça-feira,para um presídio do Rio de Janeiro foi bastante tumultuada. Policiais do 10º BPM (Barra do Piraí) e guardas municipais tiveram que reforçar a segurança em torno da delegacia da cidade, porque muitos moradores queriam agredir a manicure.
