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Abertura de propostas para o Maracanã é marcada por atraso e confusão

Muita confusão marcou nesta quinta-feira (11) a sessão para apresentação de propostas para a privatização do Maracanã no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, sede do Governo do estado.

A apresentação foi tumultuada e começou com uma hora e vinte minutos de atraso, após protesto de deputados, populares, atrasos e idas-e-vindas, dois consórcios que estão aptos a participar da licitação do Complexo Esportivo do Maracanã  entregaram os envelopes,contendo os valores que pretendem pagar ao governo do Rio de Janeiro para assumir a administração do complexo esportivo.

O Consórcio Maracanã SA (formado pela Odebrecht Participações, IMX Venues e AEG Administração de Estádios do Brasil) e Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro (formado pela OAS SA, Stadion Amsterdam e Lagardere Unlimited) formalizaram a intenção de controlar o estádio.

“São empresas fortes. Agora, a comissão vai analisar os documentos e valorar, verificar propostas de preço e vai marcar uma reunião para anunciar qual empresa apresentou a melhor proposta”, explicou o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, sobre a previsão da decisão da concessão do Complexo do Maracanã.

Por volta das 12h30, o presidente da Comissão de Licitação, Luís Roberto Silveira Leite, informou que havia surgido uma dúvida em relação ao entendimento do edital  e que a assessoria jurídica foi acionada. Às 13h45, o presidente da comissão voltou a se pronunciar, afirmando que a dúvida é irrelevante e que o processo licitatório havia sido retomado conforme definido anteriormente.

Cerca de 250 pessoas realizaram um protesto em frente ao palácio Guanabara as 10h, horário marcado para o início da reunião de entrega de proposta . Membros do Comitê Popular da Copa do Rio, indígenas removidos do antigo Museu do Índio, e outras pessoas contra a concessão do Maracanã chegaram a fechar uma faixa da avenida em frente à sede do governo para tentar impedir a concessão.

O protesto dificultou a chegada de membros da comissão de licitação .Por isso, às 10h05, o presidente da comissão, Luiz Roberto Silveira Leite, anunciou que a sessão seria atrasada.

Ás 10h35, Roberto  Silveira anunciou a abertura da sessão . Neste momento, os deputados estaduais Marcelo Freixo e Janira Rocha protestaram, alegando que a sessão só podia ser iniciada com a presença livre de cidadãos interessados em acompanhá-la.

“Sem o acesso ao público, o processo é ilegal”, avisou Freixo, ao presidente da comissão de licitação. “O modelo de licitação garante o acesso livre da população.”

Às 11h, a sessão ainda não havia começado. Foi aí que o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, apareceu no auditório em que as propostas foram apresentadas para negociar com os deputados. Fichtner permitiu que uma comissão de protestantes entrasse no auditório.

O deputado Freixo foi falar com os manifestantes. Alguns entraram, mas a maioria ficou de fora. Por isso, antes da sessão começar, Freixo voltou ao auditório e afirmou que, na opinião dele, o processo prosseguia ilegalmente. “Isso tem que ser uma audiência pública, com livre acesso a todos que queiram entrar”, afirmou.