
Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos ofereceu, na tarde desta quinta-feira (21/3), novas propostas para que os índios desocupem espontaneamente o imóvel onde funcionou o antigo Museu do Índio, ao lado do Maracanã. O secretário Zaqueu Teixeira reafirmou a oferta de transporte, hospedagem, alimentação ou aluguel social de R$ 400 até a conclusão do Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas.
No último dia 14, a Justiça expediu o mandado de imissão de posse ao Estado, concedendo o prazo de três dias para que os índios deixassem o espaço. Para solucionar o impasse, a secretaria ofereceu três novas áreas onde os manifestantes possam ficar provisoriamente até a construção do centro de referência.
Entre as opções está uma área Jacarepaguá, nas proximidades do Hospital Curupaiti, onde algumas tribos se instalaram durante a conferência Rio+20. A segunda alternativa seria um espaço reservado no Abrigo Cristo Redentor, em Bonsucesso, ou um alojamento temporário na Avenida Visconde de Niterói, ao lado do barracão da Odebrecht.
– Já havíamos oferecido hospedagem com café da manhã, almoço e jantar em um hotel administrado pela prefeitura na Rua do Santana. Agora estamos propondo mais três espaços para construção de estrutura provisória. Outra opção é o aluguel social. Oferecemos de tudo para que isso fosse resolvido da melhor forma. Não tem mais o que ofertar – afirmou Zaqueu Teixeira.
Segundo o secretário de Assistência Social, os índios foram convidados a formar uma comissão para discutir as propostas às 10h desta quinta-feira (21/3), mas ninguém apareceu para avaliar as sugestões e dialogar.
Durante coletiva concedida à imprensa na tarde desta quinta-feira, Zaqueu Teixeira afirmou ainda que o Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas será erguido tão logo a Unidade Prisional Evaristo de Moraes, o galpão da Quinta da Boa Vista, seja demolida. A previsão é que, em um ano e meio, o espaço definitivo seja construído.