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Chuva em Xerém causa morte, destruição e deixa centenas de desabrigados

 A forte chuva que desabou sobre Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, provocou uma morte, levou muita destruição e deixou centenas de pessoas desabrigadas. O temporal começou por volta das 2h da madrugada de hoje (03/01) e fez os rios e córregos da região subirem rapidamente.

Grande número de moradores deixou as casas praticamente só com a roupa do corpo. A força da correnteza arrastou casas inteiras, deixou carros empilhados e destruiu quatro pontes. Segundo relatos, alguns dos imóveis ficaram com água até o teto. Um dos moradores relatou que ouviu um barulho muito forte, como se fosse uma avalanche, e depois o pessoal começou a gritar por socorro.

Parte dos desabrigados foi acolhida em igrejas da região, e as igrejas vão ficar com as portas abertas enquanto for preciso. Um casal que se mudou há pouco mais de três meses para um imóvel na margem do rio, disseram que não sabiam que ali era uma área de risco.

 O cantor Zeca Pagodinho percorreu ruas de Xerém desde às 6 horas da manhã desta quinta-feira (03/01), para ajudar as vítimas da chuva. Por volta das 10h, o cantor andava com a filha pelas ruas de Xerém. Zeca disse que sua casa foi não foi muito afetada pela chuva.

O cantor Zeca Pagodinho percorre ruas de Xerém, no município de Duque de Caxias, na manhã desta quinta-feira (3), para ajudar as vítimas da chuva. Por volta das 10h, o cantor andava com a filha pelas ruas de Xerém. (Foto: Cléber Júnior/ Agência O Globo)

Zeca Pagodinhos ainda disse que: Adora o bairro, e que seus filhos foram criados lá. E acrescentou: “Nunca vi algo parecido”. Está triste. Lá em cima a situação está muito ruim. Tem criança desaparecida, tem família soterrada. Tem casa que desceu rio abaixo. Ele pediu para que o socorro seja voltado para a parte mais atingida de Xerém. Ele possui um sítio e uma casa em Xerém, abrigou o casal vizinho Leonardo Oliveira, de 30 anos, e Raylua Cardoso, de 24 anos, e os dois filhos, uma menina de 1 ano e 2 meses e um menino de 5 anos.  A família perdeu a casa após o temporal. “A minha filha menor Maria Eduarda está chorando muito porque está preocupada com as amiguinhas que moram aqui e também perderam as casas. Eu ajudo como posso. Abriguei este casal de amigos aqui e tem várias crianças na minha sala”, contou Zeca. Disse também que acordou às 6 horas da manhã para distribuir cestas básicas e roupas nos abrigos instalados nas igrejas da região. “Passei o Natal e o Ano Novo aqui e vou embora ainda hoje. Mas, antes disso, a Defesa Civil precisa vir aqui para poder ajudar essas pessoas que perderam desde as casas até alimentos e móveis. Vou estar sempre por perto para ajudar o meu povo”, completou o cantor.

Zeca Pagodinho também teve perdas com efeitos da chuva. A casa dele não sofreu danos, mas alguns animais que tem no terreno morreram. “Foram dois cabritinhos e três coelhos. Quando eu acordei de manhã meus bois estavam só com o olhinho para fora. Quase morreram afogados”, comentou.

Uma pessoa morreu na manhã desta quinta em decorrência da chuva. A morte foi confirmada pelo secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, Marcelo Silva Costa. Segundo ele, o corpo de um homem foi encontrado sob escombros provocados por um desabamento. Até as 11h, a vítima não tinha sido identificada.

Segundo a Defesa Civil de Duque de Caxias, cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas em Xerém. Todas foram levadas para abrigos localizados no município. Um deles fica na Praça da Mantiqueira.

Bombeiros de três quartéis trabalham na região de Xerém. Segundo os bombeiros, oito casas desabaram. Três pontes também foram destruídas pela enchente. Devido à chuva, o Rio Saracuruna transbordou. Choveu 212 milímetros em 24 horas na localidade.

De acordo com a Defesa Civil do município, vários pontos de alagamentos se formaram. Pessoas ficaram ilhadas. Alguns moradores deixaram as casas com água na cintura, levando os pertences nas costas. Diversos veículos foram arrastados. O bairro da Mantiqueira é um dos locais mais atingidos.

O secretário de Defesa Civil disse que ainda não é possível confirmar o transbordamento de uma barragem na região. “Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado”, afirmou Marcelo Silva Costa. Segundo ele, a chuva foi bastante significativa para provocar a enchente na área.

“Chegamos à conclusão de que foi uma cabeça d’água, desencadeando uma enxurrada brusca que trouxe uma grande avalanche de terra, árvores, pedras até as casas que estavam no beira-rio”, disse Costa.

Um morador relatou que fazia aproximadamente uns 50 anos que não chovia desse jeito no bairro e que a água da chuva chegou a uma altura de 2 metros. “Na madrugada, vizinhos começaram a me ligar e avisar. Eu não tinha visto a água subir. Como minha casa tem dois andares, começamos a levar os móveis para o andar de cima. O térreo ficou submerso”, afirmou o morador 

O novo prefeito de Duque de Caxias, que assumiu na terça-feira (01/01), disse que foi um acidente que o lixo ajudou a piorar. Ele percorreu vários pontos da cidade e encontrou situações graves como uma lâmina de água de quatro metros na localidade de Cristóvão.

“São mil desabrigados. Tem uma ponte que temos que recuperar em quatro ou cinco dias”, disse ele, anunciando que na sexta-feira (4) se reunirá no município com o governador Sérgio Cabral e o ministro da Integração, Fernado Bezerra.

“Não é certo que vai chover, mas há possibilidade. A orientação é para todos os moradores abandonarem áreas de risco. Quem mora em beira de rio deve preservar sua vida e a de seus parentes, não devem ficar em área de risco nas próxmias 48 horas”, disse.

A Defesa Civil de Duque de Caxias já atendeu a mil pessoas até o início da tarde desta quinta-feira (3), informou o secretário Marcelo da Silva Costa. Os desabrigados, que o secretário ainda não pôde dizer quantos somarão até o fim do dia, ficarão em igrejas da cidade. Segundo o secretário, o Governo do Estado tem apoiado com a presença do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Samu.

“A integração com o estadual é excelente”, disse ele, pedindo calma à população, e orientado para deixarem locais de risco e darem abrigo a pessoas que tiveram de deixar suas casa.
Segundo o secretário, as localidades mais atingidas de Caxias são Pocilga, Pedreira, Cristóvão, Café Torrado, e Ponto  51.

Uma pessoa morreu em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região na madrugada. A morte foi confirmada pelo secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, Marcelo Silva Costa. Segundo ele, o corpo de um homem foi encontrado sob escombros provocados por um desabamento. A vítima ainda não foi identificada.

Segundo a Defesa Civil de Duque de Caxias, cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas em Xerém. Todas foram levadas para abrigos localizados no município. Um deles fica na Praça da Mantiqueira. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) emitiu alerta máximo para alguns rios da Baixada Fluminense por causa do alto nível das águas. Isso foi feito nos rios Sarapuí, Botas, Capivari, Iguaçu e Saracuruna.

De acordo com a Defesa Civil do município, vários pontos de alagamentos se formaram. Pessoas ficaram ilhadas. Alguns moradores deixaram as casas com água na cintura, levando os pertences nas costas. Diversos veículos foram arrastados. O bairro da Mantiqueira é um dos locais mais atingidos.

O secretário de Defesa Civil disse que ainda não é possível confirmar o transbordamento de uma barragem na região. “Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado”, afirmou Marcelo Silva Costa. Segundo ele, a chuva foi bastante significativa para provocar a enchente na área.

Ruas ficaram alagadas em Xerém depois da chuva forte que atingiu a região (Foto: Reprodução/ TV Globo)