
Os 63 policiais presos durante uma megaoperação que aconteceu no Rio de Janeiro, nesta terça-feira(04/12), devem ser expulsos da corporação em no máximo 30 dias.De acordo com o comandante da Polícia Militar, Erir Ribeiro Costa Filho.Os militares ficarão presos no presídio de Bangu 8, na Zona Oeste;
“Não aceitamos mais ser humilhados por desvios de conduta. Todos aquele que foram presos serão expulsos. Quero em 15 a 30 dias, no máximo, esse presos deixem de ser policiais”, afirmou Costa Filho.
Os policiais agiam em 13 comunidades e recebiam R$ 2.500 de traficantes, por plantão, em cada comunidade. De acordo com a polícia, eles podiam faturar até R$ 32.500 por plantão. O comandante do batalhão de Caxias, tenente-coronel Claudio de Lucas Lima, foi exonerado. Ele será substituído pelo tenente-coronel Maurício Faria da Silva.
Em 2007, mais de 50 PMs do 15º BPM (Caxias) foram presos durante operação e soltos meses depois. Para o comandante, os policiais agora são vigiados e os desvios de conduta serão punidos de forma exemplar. “O policial que não é digno de vestir nossa farda será punido. Naquela época (2007), se não teve punição, agora tem. Os policiais são vigiados e quem ousar vai para a rua!”.
O secretário de Segurança do Estado,José Mariano Beltrame, reforçou a importância da participação da própria PM na operação. “A questão do desvio de conduta é uma meta que procuramos combater sempre. A PM demonstrou que não compactua com esse tipo de ação e demonstrou buscar parcerias com outros orgãos. A PM fez um marco ao participar dessa operação. Ela quer expulsar esses policiais. A PM começa a se mostrar pró-ativa na questão da corrupção. Não temos condições de resolver problema de segurança pública sozinhos. É uma luta do bem contra o mal”, reforçou Beltrame.