Os hábitos alimentares dos consumidores cariocas mudaram por causa do aumento acentuado no preço dos alimentos durante o mês de julho. Os maiores reajustes foram no preço do alho, feijão preto, da cenoura e do tomate.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta de 0,43% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgada hoje (8) foi fortemente influenciada pelo aumento nos preços de alimentos comuns na mesa de grande parte da população.
As despesas pessoais e as despesas com alimentos, ambos com 0,91% de variação, foram as que mais subiram em julho, sendo que os alimentos, pela importância que têm no orçamento das famílias, foram responsáveis por 49,00% do índice do mês, detendo 0,21 ponto percentual.
No grupo alimentação e bebidas (de 0,68% em junho para 0,91% em julho), a região metropolitana de Salvador se destacou por apresentar aumento de 1,45%, bem acima da média. A seguir veio a região do Rio de Janeiro, onde o aumento foi de 1,08%.
O tomate, com redução de oferta, após ter subido 11,45% em junho, chegou a ficar 50,33% mais caro em julho e, com isso, ganhou o primeiro lugar no ranking dos principais impactos, com 0,10 ponto percentual. No Rio de Janeiro, o preço do tomate quase dobrou de um mês para o outro, atingindo variação de 94,18%. O segundo maior aumento do tomate foi em Porto Alegre, atingindo 83,32%.O tomate não foi o único vilão para a alta de preços. Itens como cenoura (17,81%), alho (12,27%), feijão (6,12%), hortaliças (4,68%) e o pão francês (1,78%) também encareceram a cesta básica.
Além do tomate, vários alimentos se mostraram em alta no mês, conforme a tabela a seguir:
