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Prefeitura investe R$103 milhões em ONGs que acolhem dependentes químicos

ONGs que atuam no acolhimento de dependentes químicos e moradores de rua, têm contratos questionados pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), mas já receberam R$ 103.631.471,57 dos cofres públicos da Prefeitura do Rio em três anos. As ONGs Tesloo, Obra de Promoção dos Jovens e Central de Oportunidades são acusadas de superfaturamento na compra de alimentos. Nesta quarta-feira em ação de combate ao crack nas favelas do Jacarezinho e Pica-pau, 66 pessoas foram recolhidas, entre elas, mais uma grávida.

As gestantes viciadas costumam muito a abandonar os filhos na maternidade ou perdem a guarda deles. O uso de crack pelos pais é a principal motivação das ações do Ministério Público estadual de destituição do poder familiar. Nos processos que envolvem bebês, o índice chega a 90%. A estimativa é que 80% das mulheres retiradas de cracolândias estejam grávidas. Enquanto o número de usuários de crack se multiplica, há desperdício de dinheiro público em contratos de ONGs que cuidam de dependentes.

A Casa Espírita Tesloo é a recordista de convênios com a Secretaria de Assistência Social (SMAS). O órgão informou que são R$ 79,2 milhões em contratos de 2009 a este ano: R$ 37 milhões já foram pagos. A ONG pagou R$ 64,50 por cinco molhos de salsa ano passado, 10 vezes a mais que o cobrado em supermercados. A Tesloo apresentou notas fiscais de compras de alimentos que não eram vendidos pelo seu fornecedor, a Cerealista Amazonas Ltda. O Ministério Público investiga a entidade. A ONG Obra de Promoção dos Jovens ocupa o segundo lugar no ranking de contratos com SMAS. São R$ 56,3 milhões dos quais R$ 29,6 milhões já foram pagos. A entidade também teve irregularidades na prestação de contas identificadas pelo TCM, como o desperdício na compra de alimentos. “Não existe corrupção sem o envolvimento de servidores, operadores de ONGs e empresas”, disse Cláudio Rangel, professor de Administração Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Nesta segunda-feira (23.07), três gestante foram retiradas de outros pontos de consumo na Zona Norte. Uma delas jamais tinha feito pré-natal, não sabia o tempo de gestação e nem quem é o pai de seu filho. Desde 31 de março de 2011, quando começaram as operações conjuntas da secretaria com órgãos de segurança, houve 94 ações em cracolândias cariocas. Foram acolhidos 4.706 pessoas que vagavam nesses locais, das quais 663 eram crianças ou adolescentes.

Reprimir o uso também devia estar incluso no plano de todas as prefeituras, não queremos dizer reprimir em somente ir recolher os já usuários nas ruas e sim usar de meios para que possamos evitar esse aumento de usuários de crack na nossa sociedade que ja vem perdendo o controle. O crack é a droga que vem acabando com a vida de nossos jovens de maioria pobre, que sem perspectiva de vida acabam se entregando gradativamente as drogas e com a dependencia acabam conhecendo o crack  e após ele podemos dizer que esse jovem chega ao seu fim, pois o crack acaba com a vida das pessoas. Algumas ONGs fazem sim um bom trabalho, mas está sendo gasto muito dinheiro para pouco resultado.