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Pedágios do Rio são os mais caros no país

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas divulgou nesta quinta-feira que rodovias estaduais do Rio de Janeiro que são administradas por concessionárias têm o maior valor médio do pedágio do País,o pedágio mais caro é o da BR-116, no Rio de Janeiro, administrada pela CRT (Itaboraí — Friburgo)e RJ 124 (Via Lagos) é de R$ 12,93 O valor é 43% maior do que a média cobrada no país (R$ 9,04) e 112,72% maior que a média cobrada em estradas federais sob concessão (R$ 5,11),desde que foi assinado o contrato de concessão, a tarifa do pedágio aumentou 308%.O IPCA acumulou alta de 139% no período.Segundo o estudo, o valor cobrado no Rio de Janeiro é 100% superior do que o cobrado em Minas Gerais,o menor registrado pela pesquisa.
A tarifa média de pedágios de outras quatro rodovias privatizadas foram reajustadas em níveis muito superiores ao da inflação: a Nova Dutra (Rio-São Paulo), a Ponte Rio-Niterói, a BR-290 no Rio Grande do Sul (Concepa) e a BR-040 entre o Rio e Minas (Concer). A tarifa média do pedágio dessas rodovias é de R$ 9,86/km.Já as estradas concedidas no segundo lote, em 2007, têm pedágio médio de R$ 2,96/km.

Segundo a pesquisa,o responsável pelo custo mais alto do pedágio está no primeiro conjunto de rodovias federais concedidas pelo governo entre 1995 e 1997 em que o modelo de licitação adotado,e o que o vencedor é aquele que oferece o maior valor de outorga.
A partir de 2007,a definição dos vencedores passou a ser a proposta de menor tarifa.Os contratos da segunda etapa de concessões também têm o IPCA como índice de reajustes dos pedágios. Na primeira etapa, era uma cesta de preços usados na construção e nas obras rodoviárias.

A diferença se explica, segundo o Ipea, pela falta de experiência do governo na concessão das primeiras rodovias e pelas condições macroeconômicas. Com taxas de juros maiores e risco-país mais alto, a rentabilidade exigida pelos investidores era maior.