Noticias

PM do caso AfroReggae trabalha em colégio para filhos de policiais no Rio de Janeiro

Um dos PMs  condenado por envolvimento na morte do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva,  em 18 de outubro de 2009, trabalha atualmente no Colégio da Polícia Militar, unidade que atende exclusivamente a filhos de policiais militares, no Rio. De acordo com a assessoria da PM, o capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro ocupava funções exclusivamente
administrativas quando lotado no 13º BPM (Praça Tiradentes), mas com a extinção do batalhão ele foi transferido para o Colégio da PM.

A informação foi publicação no Jornal O Globo desta quarta-feira (27).

Ainda segundo a PM, o Colégio da PM terá suas atividades encerradas no fim deste ano e, no período em que estiver lotado na instituição de ensino, “o capitão não terá nenhum contato
com os alunos”. Para a PM, “no caso do capitão, o cuidado que se tomou foi o de evitar que ele assumisse funções externas relacionadas a policiamento”.

O capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Sales foram condenados por 3 votos a 2, em 15 de dezembro de 2010, pelo crime de prevaricação (retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesses pessoais). O capitão foi condenado a 1 ano de detenção em regime aberto, enquanto que o cabo Sales foi condenado a 6 meses de detenção também em regime aberto.

De acordo com a denúncia, os dois PMs teriam omitido socorro à vítima e são acusados de deixar os assaltantes de Evandro fugirem, além de terem ficado com os objetos roubados. Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, próximos ao local do crime, mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro.

O julgamento aconteceu na Auditoria da Justiça Militar, na Gamboa, Zona Portuária do Rio de Janeiro, e durou sete horas. Eles podem cumprir penas alternativas, com pagamento de cestas básicas ou prestação de serviços comunitários.

“A PM informa também que o capitão cumprirá – ainda sem data definida – punição administrativa de trinta dias de prisão e sua atual condenação por prevaricação é com suspensão condicional de pena por dois anos”, afirmou a assessoria da Polícia Militar, em nota.

Na sentença, a juíza Ana Paula Figueiredo Barros alegou que, no caso do capitão,  “levando  em consideração que se trata de um policial que deveria dar exemplo ao subordinado, levando em conta ainda a repercussão do fato, já que ele era comandante da guarnição e oficial supervisor, ou seja, com maior responsabilidade, ficou claro que deixou de atuar de acordo com as atribuições normativas e instruções que recebeu”.

Outros crimes